Ausência de contentores de lixo contribui para falta de atitude cívica ambiental

9/11/2015 07:58 - Modificado em 9/11/2015 07:58
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mindeloA ausência dos contentores de lixo, principalmente no centro da cidade, tem causado alguns transtornos à população da ilha e a todos que a visitam. Muito mais sendo porque parte dos contentores retirados de circulação foram vandalizados e retirados a força bruta.

Tendo em conta esta e outras eventualidades, o NN esteve em conversa com Bruno Massas, professor de artes visuais, que está de passagem por Mindelo para leccionar algumas formações na área de reciclagem, para falar um pouco sobre o problema do lixo e a sua possível solução que a seu ver, é sem dúvida a reciclagem social.

Bruno começa por falar da falta que sente dos caixotes de lixo pela cidade, o que o obriga muita vezes a andar longos caminhos com o seu lixo a mão ou na mochila.

“Vi que aqui existem poucos caixotes de lixo e mesmo contentores, o que acho mau porque não contribui para criação de uma atitude cívica perante o ambiente”, afirma o professor que se mostra chocado pelo facto de alguns contentores serem retirados de circulação pelas próprias pessoas que acreditam ser num momento de falta de consciência.

Por sentir isso na cidade e por acreditar que tudo pode ser reaproveitado, este formador pretende desenvolver projectos em parceria com as associações culturais de Mindelo, reutilizando contentores de carga que chegam ao Porto Grande.

A ideia de criar eco pontos é justificada por Massas pela falta que sentiu de caixotes de lixo, espalhados pela cidade. Facto que considera pouco correcto quando se espera uma atitude cívica da população em relação a questões ambientais. Embora confesse estar consciente de que partes dos caixotes foram e são retirados por pessoas que habitam este pequeno grãozinho de terra.

Quanto aos eco-pontos Bruno admite que a possibilidade de levar caixotes as instituições culturais da ilha sirva como incentivo à população para recolha, preservação lixo.

“E necessário que as pessoas entendam que existem materiais recicláveis que podem ser utilizados em qualquer evento. Isso seria um motor de arranque para no futuro existir reciclagem social e quiçá um ponto de tratamento de lixo”.

Questionado sobre a cerca da tentativa de por fim à utilização de sacos de plásticos em Cabo Verde, a partir de 2017, o “homem que transforma lixo em luxo”, afirma que “ não basta acabar com as bolsas de plástico, é preciso apresentar soluções correctas de uso para as pessoas”.

De referir que o Governo de Cabo Verde, anunciou no passado mês de Fevereiro, pela voz de Antero Veiga, ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território que a partir de Janeiro de 2017 é proibido importar e comercializar sacos de plástico.

Segundo o mesmo, o governo pretende executar um plano estratégico de gestão dos resíduos sólidos financiados em 1,5 milhões de euros pela Fundação Portuguesa de Carbono (FPC).

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