Escola de Chã de Marinha sem condições para leccionar

9/11/2015 07:30 - Modificado em 9/11/2015 07:30
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escolaFalta de luz eléctrica, falta de um pátio e de guarda diurno, casa de banho sem condições e uma onda de insegurança, são motivos de indignação de pais, encarregados de educação e professores da Escola de Ensino Básico de Chã de Marinha.

As condições nas escolas de ensino em São Vicente continuam a transmitir insegurança para as comunidades escolares e descontentamento por parte de professores, pais e encarregados de educação.

A situação da maioria das escolas é preocupante pois há vários anos que não sofrem qualquer tipo de intervenção, apesar dos esforços dos pais e professores na procura de financiamento para a recuperação das escolas.

Infelizmente, a Escola do Ensino Básico da zona de Chã de Marinha não é uma excepção. Professores, pais, encarregados de educação procuraram a comunicação social para denunciarem a falta de condições da escola.

São inúmeras as reclamações e, por isso, exigem, pelo menos, as condições mínimas de funcionamento. A falta de energia eléctrica, a ausência de um pátio, nula ou fracas condições da única casa de banho existente, falta de guarda diurno, clima de insegurança para a comunidade educativa, são algumas das reivindicações.

A professora Hirondina Lopes entende que é urgente proceder-se à ligação da luz eléctrica, pois a visibilidade nas salas de aula é bastante deficitária, sobretudo, a partir das dezassete horas é impossível trabalhar devido à escuridão que se faz sentir.

Não existe um espaço onde os alunos possam brincar, a não ser na terra abatida. A falta de um pátio dificulta bastante os professores que se dizem obrigados a deslocarem os alunos até à Aldeia SOS para as aulas de educação física. Para os professores, nessas condições os alunos estão inseguros, pois têm de caminhar alguns minutos e atravessar a estrada sem passadeira até chegarem ao local.

O Delegado de Educação Escolar de São Vicente, Anildo Monteiro justifica a falta de electricidade com a falta de incumprimento da Electra que, por sua vez, alega falta de equipamento para ligar a energia. O mesmo garantiu ainda que a escola deverá ser contemplada com um pátio, embora não tenha avançado uma data para a sua construção.

Para a Associação dos pais não é suficiente uma simples intervenção; mais do que isso, é necessária uma profunda remodelação, pois entendem que os alunos não estão em segurança devido à falta de condições da escola. Para isso, mobilizaram recursos para a recolha de financiamentos para uma intervenção na escola. No entanto, ainda sem resposta acreditam que o edifício esteja incluído no Orçamento de Estado para a sua reconstrução.

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