Consumidores do grogue querem qualidade que justifique o aumento do preço

9/11/2015 07:28 - Modificado em 9/11/2015 07:28

grogueA lei do grogue entrou em vigor desde 12 de Agosto. Comerciantes e produtores aumentaram o preço do grogue, contudo, continuam a comercializar um produto sem qualidade. A situação é contestada pelos consumidores que exigem uma qualidade que justifique o aumento.

A lei que regulamenta a produção e comercialização do grogue tem como objectivo criar as normas que orientam a produção da aguardente de cana-de-açúcar em Cabo Verde, tendo em consideração os princípios de higiene da produção alimentícia, a protecção do meio ambiente, a protecção e a promoção da saúde pública e os direitos dos consumidores e produtores.

Os consumidores questionados pela nossa reportagem dizem não terem notado qualquer diferença no grogue após a entrada em vigor da nova lei de produção. António Gonçalves diz ser apreciador de um bom grogue e pagaria o preço que for possível quando de trata de um grogue genuíno. Contudo, considera que alguns produtores aumentaram o preço do grogue, mas continuam a comercializar um produto sem qualquer qualidade e a um preço que não justifica.

José Vitorino adianta que “muitos produtores e comerciantes aproveitaram-se da nova lei para aumentarem o preço do grogue com o objectivo de darem vazão a uma grande quantidade de grogue sem qualidade que ainda tinham nos seus armazéns”.

Para os entrevistados, não vale a pena aprovar uma lei se não existir fiscalização. Os mesmos apelam pela intervenção das autoridades no sentido de fazer cumprir a lei e fazer com que os consumidores não fiquem prejudicados na saúde e nem financeiramente.

Na mesma linha de pensamento Mário diz preferir comprar um cálice de vinho a um preço maior em vez de beber um grogue sem qualidade e a um preço que se não justifica. Por isso, sugere um maior controlo sobre aquilo que é vendido nas lojas, mercearias e bares.

De acordo com as pesquisas realizadas por este online junto de diferentes comerciantes, constatámos que não existe um preço fixo para o comércio do grogue. Cada comerciante estabelece o seu preço.

Abordado por este online, o comerciante Albertino garante que o grogue comercializado na sua loja é adquirido na ilha de Santo Antão e apesar de não ser consumidor do grogue, diz que o “seu produto é genuíno, apenas por ser produzido na ilha das montanhas conhecida como a terra do bom grogue”.

Antes da publicação da nova lei do grogue, o comerciante vendia cada litro de grogue por 300 escudos, actualmente diz vender o litro por 460 escudos.

Questionado sobre as reclamações dos clientes, o mesmo diz não ter registado qualquer reclamação. Constatámos ainda que para além da variação do preço, a medida utilizada também diferencia de comerciante para comerciante. Alguns utilizam jarros, latas de grão e copos de diferentes tamanhos para medir os cálices.

Apesar destas diferenças, não encontrámos nenhuma loja que vendesse cálices de grogue por 10 escudos ou o litro por 100 escudos como antigamente.

Para os entrevistados, a lei do grogue foi uma medida que veio exigir qualidade do produto, mas é necessária uma fiscalização rigorosa não apenas sobre os produtores mas também sobre os “comerciante multiplicadores de quintal”.

 

 

 

 

  1. Manuel Oliveira

    A primeira fiscalização passaria ou, passará primeiro pelos próprios Agricultores, produtores e, fabricantes . Um Agricultor /produtor que deposita a sua cana num determinado fabricante /trapiche ou, curral, deve exigir, se quer, realmente, um produto de qualidade, que o local de fabrico respeite as normas de higiene, de seriedade e, qualidade. Isso é que é, primeiro, necessário. Se os fabricantes/trapiches ou, currais, mantiverem o status quo, de falta de higiene e de sanidade, como alguns que se vêem por aí, se as Câmaras Municipais puserem de lado as cores partidárias e, de caça ao voto, no momento de emitirem as licenças e, as Estruturas de Saúde fiscalizarem os locais como deve ser e, emitirem a sua opinião descomplexada quanto as reais condições dos referidos locais, muita coisa melhoraria.

  2. Dos Santos Marques J

    Boa Tarde!
    A bem dito as coisa (negocio di Grogui i di Ponche)!
    I as CANAS! Para alem das 9, conheço à Santa Luzia, di Cana……! Haja Senso!
    Verdadi qui ta i é mrlhor como outrora, Di Cana, ….!

  3. Mindelense

    Sejamos inteligentes e amemos o nosso corpo, a melhor forma de se proteger de bebidas de proveniência duvidosa será não beber, mas isso cada um é que sabe de si…, Nós colhemos o que plantamos.

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