Inspector da PJ afirma ter visto os arguidos José Vilallonga, Ariel e Patrick juntos no Bar Perla Negra

4/11/2015 07:44 - Modificado em 4/11/2015 07:44

perla negraUm dos inspectores também testemunha no processo denominado ‘Perla Negra’ afirmou ter avistado durante as investigações, os arguidos José Vilallonga, Ariel e Patrick Kamarow no Bar Perla Negra, situado na Praça Nova.

Na sequência da continuação da audição das testemunhas, um inspector da Polícia Judiciária interrogado na manhã desta terça-feira, 03, e que se encontra na cidade da Praia, afirmou que no âmbito das investigações que recaíram sobre os suspeitos terá avistado no Bar Perla Negra, o espanhol José Vilallonga, o cubano Ariel Benitez e o norueguês Patrick Kamarow.

A testemunha avança que Vilallonga e Ariel encontravam-se dentro do bar sentados a conversar enquanto que Patrick Kamarow frequentemente se encontrava a entrar e a sair do bar enquanto conversava ao telefone.

Recorda-se que durante o julgamento, Ariel Benitez alegou que se encontrava a pescar na praia de Salamansinha juntamente com Patrick quando encontraram as bolsas contendo cocaína e que, apesar das tentativas de accionarem a Polícia, não conseguiram estabelecer a ligação, pois o telemóvel ficou sem bateria, pelo que resolveram colocar os sacos no carro e entregá-los à Polícia.

O inspector que também participou na equipa de investigações e busca, avança que após a detenção dos arguidos, foram apreendidos os telemóveis dos arguidos e que todos funcionavam sem problema até porque, no momento, o telemóvel de Vilallonga recebia constantemente chamadas do arguido Patrick Kamorow. Em relação a Vilallonga, os agentes que participaram na sua captura junto da antiga boite J’taime, também afirmaram que não tinha nenhuma droga, apenas uma pistola 6. 35.

O interrogado diz que na altura das investigações foi informado apenas de que a droga vinha num veleiro e que a única referência que tinha era do arguido Xando. Outra testemunha, também inspector, diz que foi informado que o arguido Xando juntamente com outros estrangeiros de nacionalidades diferentes estava envolvido no tráfico.

Apesar do ex-director da PJ, André Semedo, desconhecer o envolvimento de Xando no negócio das drogas, o inspector diz que o arguido já tinha sido referenciado há alguns anos, até porque foram desencadeadas investigações a seu respeito, mas sem sucesso. Contudo, as recentes investigações vieram revelar que as informações recolhidas na altura tinham fundamento concretizando-se, posteriormente, na detenção do mesmo.

Os seis indivíduos José Prats Villalonga, espanhol, Ariel Benitez, cubano, Patrick Komarow, sueco, Alexandre Borges, conhecido como Xando Badiu foram surpreendidos pela PJ em flagrante delito na posse de 521 quilos de cocaína e estão a ser acusados de tráfico internacional de droga e associação criminosa e encontram-se em prisão preventiva desde o mês de Novembro do ano passado. Os mesmos incorrem numa pena de quatro a doze anos de prisão por tráfico internacional de droga e dois a oito anos por associação criminosa.

  1. Black Ops

    Nestes casos de investigação sensível, os equipamentos de “surveillance” (câmaras de alta resolução e infravermelhos, tanto para fotos como para filmar, equipamentos para audição à distância, escuta telefónica e interceptação de mensagens electrónicas, imagens de satélite, RFID tagging, GPS tracking, recolha biométrica, stakeout, entre outros) fazem toda a diferença entre ser acusado com provas irrefutáveis, e escapar impunemente, não obstante ser criminoso. Infelizmente, e para além do facto de Cabo Verde ser pobre (surveillance é extremamente caro, mas necessário), não há vontade política em realmente capacitar a PJ com todos os recursos necessários para um desempenho cabal das suas funções. E sabem porque? Porque se a PJ tiver tudo o que precisa para investigar, muita gente supostamente honesta acabará, inevitavelmente, por ir para a cadeia, de entre eles, alguns titulares de cargos políticos, familiares e amigos. Fica a dica!

  2. jose.santos

    tudo bem Andre . um ta acredita que bo ca sabia de trafico de droga e muito menos que estavas envolvido . Ma nho é mau policia ! Mod que nho ta convive tanto anu ma um traficante pa nho ca desconfia de nada . Um ta preferi que nho é um mau policia do qui pens aote cosa , embora tud genmte ta afla que nho é bom policia . Misterio !!!!

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