Ex-director da PJ em São Vicente diz ter ficado surpreso com a detenção do amigo e arguido Xando Badiu

4/11/2015 07:32 - Modificado em 4/11/2015 07:32
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PJ MindeloAndré Semedo, ex-director da Polícia Judiciária em São Vicente afirmou em Tribunal que tinha uma relação de amizade com o arguido Xando e que conviviam frequentemente, portanto, a detenção do amigo foi para ele uma surpresa. A testemunha que foi interrogada esta manhã através de videoconferência, afirmou no Tribunal que no dia da detenção encontrou-se com o arguido à porta da PJ por volta das 15 horas, que o mesmo estava sob efeito do álcool e que dizia coisas banais e que se encontrava na companhia de um outro senhor. O mesmo esclarece que a conversa entre os dois não teve nada a ver com drogas.

Passados cerca de quinze dias da suspensão do julgamento que envolve os seis arguidos em prisão preventiva indiciados de tráfico internacional de droga, o Tribunal de São Vicente retomou esta manhã, terça-feira, 03, a audiência do julgamento do caso denominado “Perla Negra”.

Na qualidade de ex-director da PJ em São Vicente, André Semedo que agora exerce funções na cidade da Praia, foi hoje interrogado pelo Tribunal de São Vicente através de videoconferência. Questionado pelo MP acerca da relação que mantinha com o arguido Alexandre, conhecido por Xando Badiu, o mesmo afirma que estabelecia contacto permanente com o arguido porque eram amigos de muitos anos e conviviam sempre aos fins-de-semana.

Para o ex-director da PJ, o encontro com o arguido na tarde do dia 05 de Novembro de 2014, dia da detenção, foi apenas uma coincidência, pois estiveram a conversar apenas por alguns segundos. No dia da detenção Xando Badiu e André Semedo encontraram-se à porta da PJ, mas segundo a testemunha “a conversa entre os mesmos não teve nada a ver com drogas, pois o amigo encontrava-se alcoolizado”.

André Semedo afirma ainda que nunca teve conhecimento que o amigo Xando tivesse alguma ligação com as drogas, até porque, se soubesse, não se iria meter com ele. A testemunha considera que “ficou surpreso” aquando da detenção do amigo, pois apesar de saber “apenas na véspera” que iria acontecer um transbordo de droga numa das praias de São Vicente, desconhecia o envolvimento de Xando.

Apesar da relação de amizade, a testemunha afirma nunca ter estabelecido qualquer tipo de negócio com Xando e nunca recebeu nenhuma oferta nem do arguido nem de ninguém.

A testemunha foi também confrontada pelo Ministério Público para explicar o encontro que teve com o arguido no mesmo dia à noite no Bar Estrela. O mesmo esclarece que nunca esteve com Xando no Bar Estrela, mas sim que na sequência de um aniversário de um colega onde o arguido foi convidado, passou na estrada ao lado do Palácio que dá acesso ao Bar Estrela e seguiu para a festa de aniversário, viu o arguido no bar, falaram por poucos minutos mas que a conversa também foi muito rápida e que Xando teria dito que deveria ir à festa mais tarde.

O interrogado nega qualquer envolvimento e diz não ter participado em qualquer investigação, pois não teve conhecimento que estava a decorrer um processo de investigação, tanto é que só veio a ser informado na véspera da detenção dos arguidos, portanto, não conhecia os nomes dos suspeitos.

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