JMN puxa da varinha mágica e promete resolver os problemas dos TACV

4/11/2015 07:28 - Modificado em 4/11/2015 07:55

jmnO  Primeiro-ministro José Maria Neves prometeu para breve que vai tomar medidas em vista a resolver os problemas da TACV. Esta garantia foi dada ao presidente do sindicato dos pilotos durante a visita do primeiro-ministro.

Ricardo Abreu  disse que “O Primeiro-ministro prometeu tomar medidas e deu a sua palavra de que fará de tudo para que a TACV continue a trabalhar e tenha capacidade de dar aos cabo-verdianos melhores condições de viagem”.

O sindicalista disse, no entanto, que a solução para a empresa passa pela necessidade de se resolver a equação entre o passivo e os capitais próprios da empresa, porque, caso contrário, “nenhuma empresa consegue sobreviver nessa situação”.

“Nós gostaríamos de continuar a voar, de ter um emprego e uma empresa que sirva os seus passageiros com qualidade”, enfatizou.

Entretanto, defendeu que a culpa não é só desta administração, mas sim de um acumular de problemas ao longo dos anos, admitindo, por outro lado, que o Sindicato dos Pilotos não tem ferramentas que lhe permita avaliar o desempenho da actuação da direcção da empresa.

Instado se a privatização pode resolver os problemas da empresa, o sindicalista não demonstrou qualquer posição, limitando-se a considerar que depende…se o accionista estiver disponível e se houver uma boa política de transporte, “caso contrário esperemos que haja expansão da empresa e que continue a voar como uma empresa pública”, sublinhou.

Fonte: Inforpress

  1. Viajanti

    Um país como Cabo Verde, arquipelágico, e com muitos desafios de desenvolvimento pela frente, manter os TACV a funcionar é impreterível, até se chegar a uma solução sustentável, que poderá passar, entre outros, pela privatização parcial ou total. Mas até lá, há que sanar a empresa em termos financeiros, e para isso é imprescindível que a gestão deixe de ser política e passe a ser puramente empresarial. Enquanto as orientações políticas não tiverem sustentabilidade financeira, a empresa nunca sairá do vermelho. Venhamos e convenhamos que 15 anos é tempo mais do que suficiente para se ter uma posição clara sobre o futuro de uma empresa, para não dizer que foi tempo necessário e mais do que suficiente para se ter resolvido o problema TACV. Acredito cegamente que em Cabo Verde temos sim gente competente e capaz de recuperar esta empresa, e mais, de a tornar num orgulho de todos os cabo-verdianos. Mas para isso, é preciso vontade política…. Vontade em contratar técnicos em função do mérito e não da cor política. Caso contrário, pode vir o MPD, UCID, o próprio DIABO que a empresa continuará falida, atrasada, e uma dor de cabeça para os cabo-verdianos.

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