Santiago regista cerca de mil casos da Febre Zika

3/11/2015 08:32 - Modificado em 3/11/2015 08:32

febre zikaO Ministério da Saúde confirma como sendo um surto de FEBRE ZIKA, os casos de virose com erupção cutânea registados, desde Setembro, na Ilha de Santiago.

De acordo com o Ministério da Saúde citado pela RCV, a infecção pelo vírus Zika acontece através da picada do mosquito Aedes Egipty, o mesmo que transmite  a Dengue e a Chikungunha e esta é a primeira vez que Cabo Verde regista casos de infecção pelo mesmo vírus.

De acordo com a Ministra da Saúde Cristina Fontes Lima, das 64 amostras enviadas ao Instituto Pasteur em Dakar, 17 foram positivas para o dito vírus e, sobretudo, descartaram a Dengue, Chikungunha, Febre Amarela entre outros, sendo estas as possibilidades com que trabalhavam. “A confirmação era obrigatória tendo em conta que é a primeira vez que é identificada a circulação deste vírus no país”, esclarece Cristina Fontes Lima.

O Director Nacional de saúde, Tomás Valdez garante que até ao momento foram confirmados aproximadamente mil casos com sintomas compatíveis com a infecção pelo vírus Zika.

“Manchas vermelhas na face, tronco e braço, com forte comichão, dores de cabeça e, nalguns casos, febre baixa, são alguns dos sintomas apresentados pela infecção do vírus”.

Entretanto, assegura que a doença tem uma evolução benigna, com duração de cerca de sete dias e, normalmente, não apresenta complicações e não requer hospitalização. E apesar de não existir uma vacina específica e o tratamento ser sintomático, “as pessoas que apresentarem os sintomas acima referidos não devem tomar aspirinas nem anti-inflamatórios. Eventualmente, poderão tomar paracetamol em caso de febre e devem dirigir-se ao serviço de saúde mais próximo”, aconselha.

As suspeitas da entrada do vírus no país advêm do facto de, neste momento, estarem a ser registados casos no Brasil, particularmente na região do nordeste brasileiro, com o qual o país tem uma relação de maior proximidade tendo em conta a deslocação de pessoas nos dois sentidos.

Entretanto, Tomás Valdez diz que não se pode relacionar com o caso em curso da epidemia no Brasil, porque nos próximos tempos “teremos respostas ao estudo sequencial para a genotipagem do vírus, que consiste na caracterização, normalmente por sequenciação, de parte do material genético do vírus para poder, assim, fazer a sua identificação”.

Face ao surto, as autoridades de Saúde reforçam a necessidade das populações em controlarem os focos de mosquito e a água parada dentro e fora das habitações, bem como as medidas conhecidas para evitar picadas.

  1. roxana aguilera

    Mesmo q seia a primeira vez a circular a virosis de Uganda ,o estado de EMERGENCIA na Saude para Doenças trasmisivel x vectores ten q ser declarado pois o VECTOR de outras Doenças pontencialmente LETAIS esta a FULL !! A OMS doo a pedido do MS -CV UM (1) MILHON de DOLERES ($$$$$$$) para a luta CONTRA o PALUDISMO enf de TRASMIÇAO VECTORIAL ,Entao em q foi destinado este MILHON di DOLARES ?? So para a “tribu” Anofeles ? A “tribu” Aegiptys fico
    autorizada a circular con residencia ate as Legislativas ?

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