JMN: Governo está a investigar denúncias de alegadas irregularidades na gestão dos fundos

3/11/2015 08:21 - Modificado em 3/11/2015 08:21

JMNevesA polémica e as acusações à volta dos fundos autónomos, Turismo e Ambiente, parecem não ter fim. Não se sabe onde é arremesso político, factos comprovados ou calúnias. Todas essas intervenções criaram uma cortina de fumo que não permite ver o que, de facto, se passou.

O Primeiro-ministro veio hoje tentar dissipar a cortina de fumo afirmando que o Governo está a investigar denúncias de alegadas irregularidades na gestão dos fundos autónomos e garantiu que se houver anomalias, as pessoas serão responsabilizadas. Assegurou que “nós queremos um Estado Republicano, um Estado social, onde não haja corrupção, onde haja rigor e transparência na gestão da coisa pública”. Por isso, garantiu: “Se as denúncias forem averiguadas e houver quaisquer indícios de desvios em relação aos dinheiros públicos é claro que as pessoas serão efectivamente responsabilizadas”, disse José Maria Neves em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV).

Mas nestas coisas há sempre um mas e o PM acrescentou o seu “mas é preciso que essa discussão se faça com argumentos e é preciso, sobretudo, que quem denuncie possa comprovar as denúncias que tem feito. O que garanto é que os fundos têm sido geridos com rigor e com transparência”. Mas, parece que a oposição tem muitas dúvidas sobre o rigor e a transparência alegados pelo PM. E na ultima sessão parlamentar, o deputado do MpD, Miguel Monteiro, trouxe à fogueira das acusações o Fundo do Turismo para dizer que houve verbas desse fundo que foram “para pagar a lua-de-mel de um colaborar do fundo, para montar uma loja da filha de um alto dirigente do PAICV e para despesas de manutenção do Estádio Nacional.

Considerando os casos graves, Miguel Monteiro confirmou hoje que apresentou uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República por alegadas irregularidades na gestão dos fundos autónomos em Cabo Verde.

Na sexta-feira, o Director-geral do Ambiente de Cabo Verde, Moisés Borges, apresentou uma queixa contra o deputado do MpD Filipe Furtado, por este ter dito no Parlamento que aquele funcionário superior movimentou na sua conta pessoal dinheiro do Fundo do Ambiente totalizando-se, até agora, quatro queixas sobre a gestão dos fundos em Cabo Verde.

  1. roxana aguilera

    Esperemos q o “culpado ” nos desvio de fundo não venha a ser o um difunto !!! Mais como prova de boa “voluntade” do JMN em nome da TRASPARENCIA e o DEQUORUM” abran a CPI do DERRAPAGE dos FONDOS das Infrsestruturas q fechou sem aver començado por “Falta de Quorum” onde os encarregado de PUNIR e VELAR pela TRASPARENCIA sao os DIPUTADOS do PAICV !!

  2. DiPraia

    Investigar o caso mais grave – o de Santa Cruz. Como é possível uma pessoa, por sinal vereador da CMunicipal, presidir em simultâneo duas associações e ainda receber dinheiro do Estado ( DE TODOS NÓS! )

  3. Julio Goto

    …as sucessivas derrapagem em nome de BOA GOVERNACAO do Zemas e dos PAICEVISTAS deviam ser investigados.
    Neste momentoto o director duma grande empreza Norweguesa esta a prestar declaracoes no Parlamento Norwegues so por nao ter esclarecido o total que ele ganhou e algo mais.
    O Zemas pode falar de democracia e transparencia ,mas no fundo ele sabe e muito BEM qual e a verdade.

  4. Francisco andrade

    Fiquei céptico.. pois o 1º ministro JMN grante que o governo está a investigar as alegadas acusações ( até aí tudo bem).. mas contradiz a ele mesmo quando fala : ” O que garanto é que os fundos têm sido geridos com rigor e com transparência”.
    Sr José Maria neves, das duas uma:
    Ou há irregularidades e merecem ser investigadas
    Ou não existe irregularidades, e as acusações são falsas. Decide por favor!!!

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