Desfalque na CECV: Até prova em contrário os guardiões do cofre são os autores do desvio

2/11/2015 07:51 - Modificado em 2/11/2015 07:51

dinheiro_euros_notasConforme este online informou Herberto Rodrigues, ex. – subgerente da Caixa Económica de Cabo Verde, na Agência do Mindelo, foi despedido no âmbito do processo disciplinar que foi-lhe instaurado na sequência do desaparecimento de cerca de 30 mil contos do cofre.

Esse despedimento imputa a culpa  ao subgerente , que tinha acesso  ao cofre  e deixa de fora a gerente  que tinha a responsabilidade de o fiscalizar. Mas, o certo é que no processo-crime até agora não se consegui provar quem retirou os 282 mil euros e como foi retirado. Isto, porque conforme NN divulgou, na altura, o cofre não era vigiado por câmaras como determinam as normas de segurança e que também as normas de controlo diário de acesso ao cofre não foram cumpridas. Então como é que o dinheiro sumiu do cofre? Bancários contactados por este online são unânimes ao defender que se as normas internas de segurança forem cumpridas “não é possível a não ser que seja um assalto a mão armada à moda antiga.”.E neste ponto defendem que as responsabilidades também devem ser assacadas  a Adminitração da CECV por não ter implementado as normas de segurança na agência do Mindelo a começar por : “ O cofre, para além de ser seguro, a sua área deve ser a mais securizada de um Banco. Câmaras CCTV in/out direcionadas para o cofre/ou dentro do cofre e com ângulos entre 180º – 360º garantem o registo de todos os movimentos in/out, sendo que a movimentação dos valores (monetários e outros) é um procedimento que requer no mínimo dois funcionários (com níveis de autorização diferentes), os quais auditam os respectivos procedimentos (contagem, subtração/acréscimo de valores, e verificação)”.Posto isto cabe perguntar: o cofre da Agência do Mindelo obedecia a essas normas de segurança? Tem câmaras? Hoje sabe-se que não tinha ! E de quem  é a responsabilidade ? Outro aspecto  que os técnicos bancários levantam tem a ver  com  o facto  de   a movimentação dos valores ser   um procedimento que requer no mínimo dois funcionários com níveis de autorização diferentes. Isso foi cumprido na agência em questão? Todos os movimentos feitos no cofre, incluindo aos sábados; obedeceram a esse procedimento?

Os bancários dizem que se essas normas forem cumpridas não é possível o desvie valores de um cofre num banco. Isto porque sendo a movimentação feita por duas pessoas, normalmente gerente e tesoureiro, estes auditam os respectivos procedimentos. Mas de acordo com queixa da CECV ao Ministério Público e a investigação que está em curso uma auditoria detectou o desvio de cerca de 282  mil euros do cofre da da Agência do Mindelo.

E se mesmo assim houver um desvio  de quem é a responsabilidade, perguntamos ? “Compete a quem tem as chaves e o código de um cofre de onde desapareceu dinheiro sem arrombamento ou sem coação, provar que foi outra pessoa que praticou o acto criminoso. Até prova em contrário os guardiões do cofre são os autores do desvio.

 

  1. Flávio Neves

    Neste caso não eram os guardiões do cofre. Como é que não sabem onde foi parar o dinheiro? Isto tem uma explicação. Má gestão! Como é que fica a credibidade da instituição?

  2. atenta

    Pois Bety … Vai fundo, e repõe a verdade dos factos… A grande verdade é que estes bancos para pouparem não obedecem às nestas normas de segurança, não aplicam a segregação de funções: Ou Seja nunca poderiam ter acumulado a função de subgerente e de tesoureiro numa pessoa só!

  3. vaidade

    cuidadinho : casa forte = um escritório onde encontra- se o cofre forte, não pode ter $$$ exposto cofre forte = cofre da casa forte, onde guarda todo o $$$

  4. jj

    misteriooooo!!!!! e que o contribuinte que pague . Deviam tirar do salarios dos administardores , Onde ja se viu uma agencia d euma banco sem camara para o cofre ?

Os comentários estão fechados.

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