Desfalque na Caixa Económica: subgerente despedido por justa causa

30/10/2015 08:07 - Modificado em 30/10/2015 12:04

Foto_caixa_economica_na_cidade[1]Herberto Rodrigues, ex. – subgerente da Caixa Económica de Cabo Verde, na Agencia do Mindelo, foi despedido no âmbito do processo disciplinar que foi-lhe instaurado na sequência do desaparecimento de cerca de 30 mil contos do cofre.

Como o NN noticiou na altura para além do processo-crime, onde o subgerente foi constituído arguido, foi instaurado um processo disciplinar que agora chegou ao fim. A instituição  conclui que a razão estava do seu lado e alegou justa causa para despedir o ex- subgerente. Herberto Rodrigues recebeu a notificação na semana passada e os restantes funcionários foram informados do resultado do processo disciplinar através de correio electrónico interno.

Gerente não foi despedida

Sorte diferente teve a gerente Águeda Cardoso que não foi despedida. Permanece nos quadros da CECV, mas foi afastada do cargo de gerente. Águeda que era o chefe directo de Herberto não foi constituída arguida no processo-crime.

O NN não consegui apurar se o ex-subgerente vai acatar o despedimento ao vai recorrer ao Tribunal para contestar a medida disciplinar. Mas, sabe – se que, durante todo o processo alegou inocência, por isso, nessa linha de defesa, é normal que recorra da decisão junto dos Tribunais. Apesar de ter sido constituído arguido, conforme este online noticiou, a investigação não consegui reunir provas que foi ele que retirou os 280 mil euros do cofre da agência do Mindelo. E  quem conhece o processo “ acredita que o Ministério Publico tem que fazer muito mais em juízo para conseguir a condenação do arguido”.

 

  1. Sérgio Santos

    É elementar o questionamento generalizado de como é que numa instituição bancária volatilizam 280.000 Euros sem deixar o mínimo rasto do(s) seu(s) autor(es). A maior condenação e esta é mais do que axiomática, é do Mr de La Palisse, vai para a cúpula da hierarquia da instituição que permite tal descomunal buraco no sistema de segurança. Pôr o queijo no armário e deixar a porta aberta é um convite flagrante aos ratos. Esperamos que medidas de saneamento desta insólita situação já tenham sido conveniente e definitivamente tomadas.

  2. Mindelense

    Meu caro Hereberto (Bety). Com o devido respeito para com aqueles que instauraram o teu processo disciplinar, a nota de culpa (conclusão) não significa necessariamente o fim do teu mundo. Interprete-o sim como o fim de um ciclo na CECV, onde fizeste muita coisa boa, mas que enfim, houve, segundo concluíram, um dia em que cometeste um erro, neste caso, imperdoável. Já dizia a minha avó que, enquanto há vida, há lida. E as verdadeiras amizades, avaliam os feitos e nos apoiam mesmo quando cometemos erros. Agora, se achares que a conclusão é falaciosa, lute e continue a lutar para que a justiça seja feita. Um abraço

  3. JOAO

    DEPOIS O TRIBUNAL OBRIGA A EMPRESA REINTEGRAÇÃO DO TRABALHADOR. Assim vai a nossa justiça de mal a pior.

  4. jj

    eles comem tudo e ano deixam nada “””””

  5. antónio dos santos

    Já o Eduíno Santos, no celébre Jornal Noticias do Norte numa ironia fina para caracterizar que nesta terra “comer” deve ser socializado, já que a Justiça não funciona, dizia: F´tchá um óiê bô tcham c’me também. É o caso para se dizer: Muito bem andou o banco quanto mais não seja para tranquilizar os depositantes, e o que faz o Estado quando se sabe que o FUNDO DE AMBIENTE foi “um armario de queijo “d’aquele bom” que ratos, – estes novinhos, não as ratazanas -andaram a seu belo prazer a comer e arrotar na cara de todos nós, contribuintes sem que não haja apuramento de responsabilidades?

  6. Péde

    Ninguém falou do dinheiro. Caso aparecer um culpado, o sub-gerente ou outro, o dinheirinho vai ser restituído ao seu lugar ou o culpado vai só ser despedido para ir gastar o dinheirinho e depois ser chamado para gerente-chefe?
    Roubar, ser despedido e pronto, só na nossa terra. Podem seguir roubando à vontade.

  7. Anónimo

    Esperemos que a verdade seja mesmo esclarecida e q Deus livre todo o inocente até que se prove em contrário de pagar pelo que não fez. Se não se provar ninguém pode julgar por causa de uma suspeita…Se ainda não está provado porque é q foi despedido???!!!

  8. Coitado

    Não é preciso ter pena dele. 30 e tal mil contos dá para viver à larga e à folgada durante muitos anos, desde que seja esperto como aquele casal que após o homem ter roubado quantia idêntica ou mesmo superior no BCA de Assomada, no final dos anos 80 (esteve preso durante alguns anos), hoje vive que nem gente rica, com ‘palácio’ na Assomada, ‘palácio’ debaixo de pombas brancas, ‘carrão’ zero km, filha a estudar no estrangeiro com recurso próprio… entretanto a mulher recentemente se demitiu do trabalho numa empresa que fica lá pelas ‘bandas’ do cemitério e o homem é empregado de uma casa comercial no centro da cidade.

  9. Auta Fortes

    Investigação, devolução do dinheiro e o ladrão na cadeia, mas agora só temos bancários a meter a massa nos seus bolços”Como andará a credibelidade dos bancos em c. verde. Esta pergunta fica no ar

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.