Eva Marques: “Transferência do Fundo do Ambiente por ilha. O bárbaro centralismo desta governação posto a nu”

30/10/2015 08:04 - Modificado em 30/10/2015 08:04

Fundo do Ambiente- redes sociaisA gestão do Fundo do Ambiente ainda dará muito pano para manga, uma vez que na Assembleia Nacional foi tema obrigatório e também nas redes sociais há opiniões sobre a distribuição do dito Fundo perante o gráfico publicado pela deputada do MPD, Eva Marques, que considera excessivo o centralismo, visto que Santiago conta com 82% da transferência do fundo.“Transferência do Fundo do Ambiente por ilha.

O bárbaro centralismo desta governação posto a nu”, escreve Eva Marques com o post da imagem do gráfico que mostra a transferência do Fundo do Ambiente por ilha. Nesta publicação, verifica-se que a ilha mais beneficiada é a ilha de Santiago e a ilha de São Vicente recebe a segunda maior fatia no valor de 6%. Desta forma, o “regabofe do Fundo do Ambiente” como referiu o líder da bancada do MPD, Fernando Elísio Freire, apanha outras proporções e os internautas, na sua maioria, consideram vergonhoso perante os factos apresentados.

Os 82% do Fundo do Ambiente para Santiago faz com que alguns comentadores se relembrem da regionalização. “Esta aqui é uma prova da dura realidade do centralismo traduzida neste gráfico e isto é só a ponta do Iceberg. Santiago absorveu 82% do fundo, e o resto foram migalhas para os súbditos. Depois os Regionalistas não têm razão?”, diz José Lopes. Apela-se para um maior equilíbrio na distribuição dos recursos para que possam ser traçados caminhos mais harmoniosos para evitar a desunião e o descontentamento, refere Zeca Leite e, ao estilo cabo-verdiano, não faltou a ironia ao questionar pela ilha de Santa Luzia que não faz parte do gráfico. Porém, há quem faça os cálculos e verifique que o valor total das percentagens é de 101,4% e questiona “será mesmo? Como pode o bolo ter 101,4%? Onde estará o erro de cálculo?” e ainda o internauta Euclides diz que “se fosse o MpD seria 100% Santiago”.

São ilações quando o “regabofe do Fundo do Ambiente” não está somente em debate na Assembleia Nacional e entregue à justiça, mas também é um tema de actualidade onde alguns dão a sua opinião através das redes socias, sendo este também um meio para se fazer política.

  1. Tutor

    Relativamente a esta celeuma em torno do Fundo do ambiente, ouvi cuidadosamente as intervenções parlamentares do MPD, e igualmente as do PAICV. A minha conclusão (até que haja um pronunciamento das instâncias judiciais – duvido que venha a ter antes das eleições), é que todos estão, politicamente, à faltar a verdade (como sempre fazem, é claro). No entanto, não posso deixar de constatar que 82% do bolo ficou na ilha de Santiago. Um especial obrigado aos deputados do PAICV (que nasceram em São Vicente) que, mais uma vez, e como sempre, representaram os interesses de Santiago.

  2. Francisco andrade

    Agora está explicado o que o senhor José Maria Neves falou em Santo Antão:
    ” é impossível nesse momento a regionalização ….” falou também em Santo Antão que a ilha não está em condições de ter uma universidade…enfim querem tudo em Santiago..ou seja em Santiago fica o dinheiro… as outras ilhas comem migalhas. Muito triste

  3. jj

    grande nuvidade !!!!

  4. Silverio Marques

    A associação dos amigos do Brasil, da Achada de Santo António – Praia recebeu mais que toda a Ilha de São Vicente. Senhor Tutor – não vale fazer a justiça de Salomão. Provas da má utilização, há ? a grande questão irá ser a actuação da justiça e o prazo de conclusão do processo. A Procuradoria Geral da República já falou em meios, que não há. O Ministro da Justiça desmente.

  5. roxana aguilera

    E quem de Santiago janto essas chorudas fatias por acaso ADEVIC , ALdeias SOS ?
    Tanta pobreza ainda !!!

  6. Eduardo Oliveira

    82%. !!! Por isso é que o enfatuado JMN não quer saber da Regionalização da terra. Claro que não quer perder a teta que engorda o seu partido mirrando os sùbditos..
    Aos Deputados sanvicentinos do PAIGC o partido agradece penhoradamente porque cumprem os ditames do partido da Repùblica de Santiago que os nomeou.
    Parvos são os que neles confiam e dão os votos. Mas quando é que os dilectos dfilhos de Cabo Verde vão acordar ?

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