TACV no silêncio dos deuses mas continua a ser crucificada

30/10/2015 08:00 - Modificado em 30/10/2015 08:00
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TACVA Transportadora Aérea de Cabo Verde (TACV) remete-se ao silêncio sobre os sucessivos cancelamentos do voo para os Estados Unidos da América e até então não deu esclarecimentos e nem elucidou o público. Sabe-se que os passageiros já viajaram para Providence. Mesmo após a resolução do problema, ainda a boa fama da TACV não voltou a reinar, visto que são muitos os que acusam a companhia nacional de má gestão.

A TACV marcou o ano com episódios negativos como a alteração das tarifas, a mudança da rota para os EUA e agora deixou em terra passageiros que inclusive receavam perder os seus empregos devido ao cancelamento do voo. E não há esclarecimentos do que se passa, ou seja, “não há fumo nem mandod”, diz Minda Torres. Esta acrescenta que Cabo Verde precisa de uma alternativa urgente, visto que a companhia está a afundar-se. Nas redes sociais “chovem” críticas para a TACV, que vieram a despoletar com o cancelamento do voo para os Estados Unidos da América. Contudo, numa carta dirigida aos trabalhadores, o PCA João Pereira e Silva, reafirma a confiança na recuperação da empresa mas, para Tito, deveria ser dirigida uma carta à sociedade, uma vez que “temos o direito de conhecer o futuro da empresa aérea nacional e há que ter respeito pelos clientes”.

Também na esfera política, o Presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, afirma que se trata de má gestão da TACV e apela à intervenção urgente do Governo de Cabo Verde para que a companhia aérea nacional possa restabelecer a confiança. Ainda Ulisses Correia e Silva vai mais longe e solicita o Governo para que abra a porta de saída para alguns que estão na TACV devido à fidelidade política, visto que não têm ajudado na melhoria da empresa. “Defendemos claramente que em empresas públicas, principalmente com a dimensão e responsabilidade que a TACV apresenta, não devam estar comissários políticos. Acredito que há tempo e pessoas com capacidade para desempenharem funções da melhor forma. Isso quer dizer que não se procuraram soluções que não fossem as de colocar gentes conotadas em projectos político-partidários. Os resultados são evidentes, com custos de má gestão”, diz Ulisses Correia e Silva ao ‘Asemana’.

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