Gestão do Fundo do Ambiente: limpinho para o PAICV, sujinho para o MpD

28/10/2015 08:04 - Modificado em 28/10/2015 08:04

parlamentoA polémica à volta da utilização do Fundo do Ambiente já virou um filme. Só não se sabe se é um drama ou uma comédia. O cenário e os actores mudaram para o Parlamento. Uns dizem que está tudo limpinho, outros dizem que está tudo sujinho. Em que ficamos? Brincamos?

Tendo como tema principal nesta sessão parlamentar, a discussão sobre o Estado da Justiça, a questão da gestão do Fundo do Ambiente era outro tema “obrigatório”. E foi alvo de uma interpelação do MpD ao Governo. José Filomeno, do MpD, foi quem dirigiu a interpelação. O seu discurso esteve centrado no uso do Fundo do Ambiente para outros propósitos que não o de financiar projectos para os quais o Fundo é destinado, acusando que o fundo foi desviado para uso político partidário com fins eleitoralistas.

“Deputados que invadem a esfera pública usando recursos disponibilizados pelo Ministro para condicionarem o cabo-verdiano para que vote nos seus programas e no seu partido”, afirmou Filomeno. Defendeu que o Fundo está a ser utilizado para aliciar pessoas para votos por parte dos deputados do PAICV. E afirmou ainda que as associações da sociedade civil devem ser dirigidas por cidadãos comuns e não por Ministros ou pessoas ligadas ao Governo.

Em sua defesa, o Ministro do Ambiente Antero Veiga afirma que “num mês, as contas de gerência de três anos foram desagregadas das contas do Estado e devidamente depositadas em original no Tribunal de Contas”. E ainda adianta que contém contas de todos os projectos financiados “tin tin por tin tin”. Para o Ministro, cada centavo gasto pode ser visto nas “obras concretas em todas as ilhas”.

A bancada do PAICV defendeu o Ministro dizendo que foi feito um rosário de acusações gravíssimas ao Ministro e ainda não foram apresentados argumentos e, além disso, os deputados estão para falar de políticas do Estado o que não foi feito pelo maior partido da oposição.

  1. Floresvindo

    Tenho por mim que o MPD viu no Fundo do Ambiente a tábua de salvação. Durante 15 Anos não encontro absolutamente nada. No fim do mandado tinha que inventar uma coisa. Mas creio que saiu muito mal, que até a chuva esteve a favor do ambiente.
    O MPD arranjou dois «batcharés»: José Filomeno e Filipe Furtado! E, como os Cabo-Verdianos jamais podem ser enganados com conversa fiada, deu no que deu. Acusações, desrespeito à honra e palhaçada no Parlamento.
    É claro que nenhum Deputado ou Dirigente de nenhum partido recebe ou recebeu Dinheiro. Uma Associação pode ter na dianteira, para fazer «loobing» um Deputado, mas o dinheiro nunca vai para esse Deputado. Em, regra, o corpo diretivo da Associação está fora. O que alguns Deputados e dirigentes fazem é ajudar os dirigentes associativos a instruírem as pessoas nos pedidos… Esse é trabalho de Deputado. Foi eleito para ajudar os eleitores. E, mais nada!
    Mas meus senhores, nenhum Deputado recebe dinheiro. O sistema de Bancarização montada pela Ministra Cristina Duarte não permite. Isso de Cheques… é léria!
    Agora que a JANIRA deu boa resposta, não tenho dúvida!

  2. Gastão Elias

    Mas aconteceu, Senhor Floresvindo, os documentos já estão na justiça. Também não há associações que não tinham existência legal quando foram financiadas ? E o financiamento á ACOLP para a manutenção das campas no cemitério da Praia e que nem chegou a ser feito ? e o financiamento para a inscrição num campeonato ? O Senhor sabe o que é que Associações da sociedade civil ? Comece por aí e irá ver as ilegalidades. Sabe como foram gastos os cerca de 20.000 contos entregues ao Papachinho da associação dos amigos do BRASIL, na ASA – Praia ?

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