Fundo do Ambiente: JHA desafia deputados do MpD a provarem as acusações em Tribunal

28/10/2015 08:02 - Modificado em 28/10/2015 08:02

janiraO Tribunal pode ser o próximo cenário do filme que se roda à volta do Fundo do Ambiente. Janira Hopffer Almada desafiou aqueles que fizeram as acusações a levantarem a imunidade parlamentar para provarem as acusações em Tribunal.

No fecho da interpelação, Janira Hopffer Almada, por parte do Governo e, Elísio Freire, do MpD, ficaram a cargo da troca de palavras.

Freire foi o primeiro a usar a palavra para fechar o debate. “Os procedimentos existem para poderem garantir igualdade de oportunidades e não apenas para gastar papel e caneta. Mas vocês não cumpriram porque não deram financiamento a quem tinha de ter por direito e quem tinha direito não tomou, como é o caso das empresas de ecoponto e das câmaras municipais”, argumentou. Diz que em vez disso deram aos deputados “A e B” para comprarem votos.

Para Freire, não se pode confundir o Estado com o partido político e é difícil fiscalizar o Governo já que são os próprios deputados que tomam o dinheiro e que “vão prestar contas às suas próprias cabeças”. Para Freire, a questão só veio à tona porque extravasou e deu em escândalo.

Para Janira Hopffer Almada, “todas as acusações são falsas. E é um espectáculo que o MpD montou mas que tem deslizado nas argumentações”. Para a Ministra da Juventude, o MpD tem buscado um balão de oxigénio que lhe permita respirar até às próximas eleições.

JHA defende que nada ficou provado, pelo contrário. “Ficou provado que a câmaras municipais receberam cerca de setecentos mil contos de Taxa Ecológica durante os anos de 2013-14 e que as associações comunitárias foram beneficiadas em oitenta mil contos. Ficou claro que as contas do Fundo do Ambiente têm sido integradas nas contas gerais do Estado e foram desagregadas e apresentadas ao Tribunal de Contas”.

A Ministra desafiou “aqueles que fizeram as acusações para levantarem a imunidade parlamentar para provarem as acusações em Tribunal”.

  1. Manuel M. Fernandes

    Do lado de cá fiquei com uma percepção diferente da JHA. A de que é o Governo quem não esteve a altura de explicar as opções feitas na distribuição dos dinheiros. E por isso o Ministro do Ambiente retraíu e responsabilizou os DOIS directores Gerais dele, ao dizer que ele despacha e devem ser eles a tratar da “transparencia”. O tal Black, Vice Presidente da JHA e cabeça de lista de Santiago Norte para as eleições de 2016, sai mal na fotografia enquanto Presidente da assc. Adere. Foi exibido uma carta comprometedora a qual desdize o Ministro quando afirma que a transparencia na aplicação competia aos directores Gerais. Vi e ouvi discursos de circunstância do Filú e do J. Correia quase que apelarem para que a Justiça seja celére, isto é, QUE SEJAM CAPTURADOS quem cometeu erros, muito embora tivessem ao lado o
    homem do brasil, que é apoiante do Filú e que recebeu uma riqueza. O JMN não esteve
    presente, não sei se não quer manchar a sua camisa branca das Presidenciais. Creio que tem consciência que houve USO E ABUSO dos meios públicos que lhe fugiu ao seu controle. Ao dizer que as acusações são falsas, a JHA, tornou-se parte do problema, problema esse que lhe vai persseguir até as eleições.

  2. treta

    é so treta de Janira . Ba pa tribunal pa que ???? pa a contece moda tud processo contra politico ? que nenyum des nunca tive decisao de justiça ? Brincadera !

  3. Floresvindo

    O «do lado de cá», dependente de onde estamos!
    Tenho por mim que o MPD viu no Fundo do Ambiente a tábua de salvação. Durante 15 Anos não encontro absolutamente nada. No fim do mandado tinha que inventar uma coisa. Mas creio que saiu muito mal, que até a chuva esteve a favor do ambiente.
    O MPD arranjou dois «batcharés»: José Filomeno e Filipe Furtado! E, como os Cabo-Verdianos jamais podem ser enganados com conversa fiada, deu no que deu. Acusações, desrespeito à honra e palhaçada no Parlamento.
    É claro que nenhum Deputado ou Dirigente de nenhum partido recebe ou recebeu Dinheiro. Uma Associação pode ter na dianteira, para fazer «loobing» um Deputado, mas o dinheiro nunca vai para esse Deputado. Em, regra, o corpo diretivo da Associação está fora. O que alguns Deputados e dirigentes fazem é ajudar os dirigentes associativos a instruírem as pessoas nos pedidos… Esse é trabalho de Deputado. Foi eleito para ajudar os eleitores. E, mais nada!
    Mas meus senhores, nenhum Deputado recebe dinheiro. O sistema de Bancarização montada pela Ministra Cristina Duarte não permite. Isso de Cheques… é léria!
    Agora que a JANIRA deu boa resposta, não tenho dúvida!

  4. Gastão Elias

    Já dei um esclarecimento ao Senhor Floresvindo. Não sou militante. Quem vive em santiago sabe que há responsáveis do PAICV que não trabalham e têm um estilo de vida de quem ganha para cima de 200 contos por mês.
    Mas o que queria dizer é que depois arrebentou esta questão do Fundo do Ambiente e da Taxa Ecológica, a primeira denúncia foi feita pelo semanário A Nação, todos sabemos a quem pertence e quem apoia. Depois veio o Expresso da Ilhas ( sabemos quem são os donos e quem apoia ) e só depois entrou a Associação dos Municípios de Cabo Verde. No dia seguinte veio o A Semana ( sabemos que é o dono e quem apoia ) a denunciar uma situação na Câmara Municipal de Santa Catarina e também o vice-presidente do PAICV José Black Veiga a dizer coisa sobre a corrupção na Cãmara municipal de Santa Catarina de Santiago. Uma situação que o Tribunal de Contas enviou para a CMSCS perguntas para serem respondidas acerca das contas analisadas. Aí o Presidente da CMSCS foi julgado e condenado na praça pública.
    TODA A CORRUPÇÃO DEVE SER PUNIDA. Há muita falta de coerência em certos discursos. Acusa-se o adversário político de um êrro que eu cometo bastas vezes.

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