Lixeira: há vida no lixo que traz a subsistência

27/10/2015 07:54 - Modificado em 27/10/2015 07:54
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A Lixeira Municipal de São Vicente é conhecida como “Roma” pelas pessoas que vivem do negócio da venda de “latão” ou ferro velho assim como da venda de restos de comida para os porcos. São formas de sobrevivência de muitos que fogem ao desemprego e à delinquência.

Os entrevistados contam ao NN que baptizaram a Lixeira com o nome de “Roma” por ser um escape para muitos jovens desempregados, ou seja, consideram uma emigração dentro da própria ilha e dizem que “a Lixeira é o nosso ganha-pão do quotidiano”, uma vez que vão todos os dias trabalhar, sendo a recolha de ferro velho um dos negócios mais rentáveis. Relatam que vendem 1Kg de latão por dez escudos e os comerciantes de ferro velho frisam que conseguem tirar o sustento deles, mas relembram que é um dia de difícil trabalho. Também a venda dos restos de comida para os porcos é outra forma de negócio dos trabalhadores de “Roma” que vendem um balde de 20 litros por 100 escudos. Estas são alternativas aos jovens para fugirem ao desemprego que afirmam que não têm vergonha de lutarem pelo sustento.

Muitos com a cara protegida por panos devido às imensas moscas e ao fumo da queima do lixo na Lixeira Municipal, relatam que é o melhor local onde se compra e não se paga, sem que seja roubo, porque muitos também apanham comida para se alimentarem. Os entrevistados contam que “há boas coisas e o melhor dia é quando chegam os camiões de alguns supermercados o que já é certo que temos um bodji (refeição) garantido”. Todavia, algumas pessoas concluem que é vida que têm até que surjam dias melhores na ilha do Monte Cara.

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