Top Internacional despede trabalhadores sem pagar horas extras

26/10/2015 07:46 - Modificado em 26/10/2015 07:46
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DESPEDIMENTOSA empresa de construção civil chinesa Top Internacional na cidade da Praia despediu vinte e dois trabalhadores de países da costa ocidental  africana  sem que estes tivessem recebido o montante referente às horas extras. Os trabalhadores sentem-se “enganados e explorados” pela empreiteira.

Primeiro, os trabalhadores tinham sido despedidos pela empresa Top Internacional, posteriormente, receberam a informação que deveriam continuar a trabalhar. Apesar disso, foi somente sol de pouca dura. Os responsáveis da empresa dispensaram de novo os vinte e dois trabalhadores provenientes da Costa Africana.

Os trabalhadores, chefes de família, sentem-se injustiçados, pois trabalharam durante várias horas seguidas sem direito a descanso no sentido de mostrarem maior produção para, em contrapartida, receberem as horas extras que nunca foram pagas pela empresa China Top Internacional.

Os 22 trabalhadores estavam a trabalhar nas obras no Palácio Presidencial do Platô, onde decorreu a manifestação. Os manifestantes afirmam terem recebido uma recompensa em virtude da indemnização que deveria ser paga, mas a dívida da empresa para com os trabalhadores ronda os quatro mil contos.

Indignados com a situação e em jeito de protesto contra o comportamento da empresa, os trabalhadores organizaram uma manifestação frente à Presidência da República. De acordo com os trabalhadores, o objectivo da manifestação realizada era o de dar a conhecer o incumprimento da empresa para com os trabalhadores.

Os lesados dizem sentirem-se “enganados e explorados”, pois prestaram serviço de construção civil para a empresa durante um ano e meio sem direito ao descanso, contudo, a empresa não levou em conta o empenho dos seus trabalhadores e não realizou o pagamento das horas extras. Fedebalde dos Santos, porta-voz dos trabalhadores avança que estão apenas a exigir os seus direitos.

Gilberto Lima, presidente do SIACSA, Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins, diz que a empresa Top Internacional não está a cumprir a lei estabelecida no código laboral cabo-verdiano, pois os trabalhadores não dispõem de qualquer segurança de higiene, saúde e a remuneração é “uma miséria”.

De modo a resolver a situação dos trabalhadores, o presidente do SIACSA afirma estar a aguardar resposta de uma nota enviada à Presidência da República e à Embaixada da República Popular da China.

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