Iraque: o bairro onde se trava a guerra da sobrevivência

26/10/2015 07:37 - Modificado em 26/10/2015 07:37

A zona do Iraque fica numa das entradas da zona da Ribeira de Julião, na ilha de São Vicente, e é um dos bairros periféricos da ilha, onde muitos vivem em casas de lata e alguns sobrevivem da comida apanhada na lixeira. Os entrevistados apelam para que as autoridades olhem por essa comunidade que aponta a falta de electricidade, saneamento básico e de oportunidades de trabalho como sendo os maiores problemas da zona.

A sobrevivência é o lema da zona do Iraque, onde alguns recorrem à lixeira, local onde o lixo da ilha de São Vicente é depositado e queimado, para resistirem. Porém, a criação de porcos é uma saída de “emprego” para outros residentes, visto que até com o dinheiro da venda da carne dos porcos uma moradora, Idalina, conseguiu erguer uma das raras casas de cimento na zona. Por outro lado, a camada jovem do Iraque luta contra o desemprego e pede  às autoridades que olhem por eles, para que possam trabalhar e sustentar a família, diz Kevilson. Muitas são as dificuldades enumeradas pelos habitantes dessa localidade e a falta de uma sentina é uma delas, porque o local onde vão buscar água é muito longe. Todavia, na zona do Iraque são necessárias todas as condições básicas que uma localidade precisa, visto que não há electricidade, saneamento, água, calcetamento e nem acesso aos transportes.
Outro negócio é também o arrendamento das casas de lata, onde os inquilinos chegam a pagar 3 mil escudos por mês, mas sendo um valor muitas vezes insuportável para o orçamento de uma família que vive de “expedientes” do quotidiano, alguns almejam o sonho da casa própria e tentam erguer a suas casas de tambor. Assim, os poucos escudos que conseguem arrecadar no dia-a-dia são direcionados para a compra de chapas para a construção de uma casa para se verem livres do custo da renda.

A nossa reportagem conta com a parceria e a colaboração de uma estudante do 3º ano do Curso de Serviço Social e voluntária do Centro da Juventude no Mindelo, Yarin Almeida.

  1. Yvonne

    Esse artigo fazem senti uma tristeza enorme que lagrimas cai sem cre e coração doêm. M ta pergunta, ondê que Governo de SV esta? Porquê esse gente tem que sofre desse manera, principamente quando ta oia gente moda esses que foram entrevistados k’gana de trabaia pa vive uma vida decente e honesta. Força e coragem pa eles! Artigo desse tipo precisa ser publicados mais vezes pa gente oia realidade que ti ta passa na CV.

  2. Carlos Lima

    Pa tud gente que krê e devê isda esse zona, reagi e mostra sis solidariedade, porque tem necessidade. Um fca triste quando um oia esse noticia. Um te vivê ne xtranger um sabê que no tem pobreza ne nôs terra mas nunca passam pe cabeça que existia um zona ainda mas ne Soncente com tamanha pobreza. Pelo menos no junta mon no dás um felicidade de ter agua e luz ne sis zona… Câmara de S. Vicente, no corda por favor.

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