PJ precisa de mais efectivos: há três anos que não entrou nenhum agente

22/10/2015 01:02 - Modificado em 22/10/2015 01:02

PJJá se sabia: enquanto os bandidos aumentam e sofisticam a sua  forma de actuar, na PJ  os agentes com salários baixos  são obrigados a trabalhos forçados porque são poucos. Os bandidos agradecem ao Ministro da Justiça.

O Director Nacional da Polícia Judiciária que falava aos jornalistas à margem do lançamento, na Praia, da primeira licenciatura em Criminologia e Segurança Pública, disse que a Polícia Judiciária precisa de mais efectivos. Reconheceu que os 175 efectivos são insuficientes. “A PJ tem uma direcção central de inspecção criminal na Praia que cobre as ilhas do Maio, Fogo e Brava e tem departamentos de inspecção criminal no Mindelo e no Sal e um núcleo na Boavista. As demandas são múltiplas e temos um corpo de efectivos diminuto”, considerou. Mas prevê que os novos recrutamentos só possam acontecer em 2017, visto que irá ser entregue ao Governo uma proposta nesse sentido. O que não parece fácil tendo em conta os problemas laborais, de promoção e de requalificação que os inspectores estão à espera de verem resolvidos. Outro impedimento pode ser o baixo salário, cerca de 47 mil escudos, que os inspectores auferem.

Patrício Varela sublinhou que o actual quadro é insuficiente para as necessidades e que a Polícia Judiciária “tem feito um esforço enorme para fazer as suas investigações criminais”.

Lembrou que o último recrutamento foi há três anos e que, entretanto, foi criado um departamento em Santa Catarina, ilha de Santiago, que ainda não foi instalado por falta de efectivos.

  1. observador

    Caro Sr. Director a PJ precisa de efectivos e com experiência de profissional de várias áreas (banca e seguros auditoria,fiscalidade etc), que poderão acrescentar valor a instituição, contudo a tabela de honorários da PJ não é atractiva para profissionais com experiência nestas áreas cujas remunerações base ronda os 95 a 100 mil escudos, sem contar com subsídios.

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