Lusófona contrata professores avisando que paga…quando puder

21/10/2015 07:40 - Modificado em 21/10/2015 07:40

lusofonaEste online sabe que na sequência da não renovação do contrato com os professores que exigiram o pagamento dos salários em atraso, a Universidade Lusófona do Mindelo está a contratar novos professores. Mas a Universidade avisa que paga… quando puder. Ou seja, os professores ficam desde o início a saber que vão trabalhar e se não receberem os salários, não poderão reclamar porque foram avisados. Um ex-professor da UL considera que “não é aceitável que uma instituição contrate um trabalhador avisando que só lhe pagará a retribuição pelo trabalho feito quando puder e que não poderá reclamar”. É certo que essas pessoas podem aceitar essas condições, mas não deixa de ser “esquisito esse tipo de vínculo laboral”.

O ex-professor questiona como é que a Universidade vai arranjar dinheiro para “pagar aos novos professores, mesmo que seja quando puder se não conseguiu pagar os professores que despediu”. Considera que os problemas da UL são estruturais e têm a ver com as dívidas contraídas e também com a falta de pagamento de propinas por parte dos alunos”. Adianta que se esse quadro não for revertido  ” a sobrevivência  da Ul é uma questão de tempo”

Ainda na sequência da não renovação  dos  contratos  de prestação , professores contactadas pelo NN consideram  ” normal  dentro da situação financeira que a universidade atravessa ” e que não faz sentido ” insistir num novo contrato de  trabalho se a entidade  patronal não consegue pagar os salários ” . O que não concordam é com a forma utilizada para o ver . Um ex- professor de direito afirma que ” não tiveram a seriedade de convocar os professores para lhes explicarem a situação e informarem sobre o despedimento . Há professores que estão na Universidade desde o início e sequer receberam uma carta , uma palavra pelo trabalho prestado a instituição “

O NN tem tentado contactar a administração da UL para lhe confrontar coma estes e outros problemas referentes a universidade , mas sem sucesso. Mas continuamos a tentar.

  1. OnesSilvei

    Nestas situações é que se vê o carácter das pessoas. Eu não aceitaria, por questões éticas e morais, por respeito aos ex professores e pela valorização da minha mão de obra. Agora, sempre há de aparecer um escravo descendente a aceitar tal condição e assim vai-se desvalorizando o valor da mão de obra nacional!

  2. ATENTA AOS PROBLEMAS

    ACHO QUE ESTA UNIVERSIDADE DEVERIA APOSTAR NO ENSINO PROFISSIONALIZANTE ONDE AS PROPINAS FOSSEM MAIS BARATAS E OS CRSOS COM MENOS TEMPO. NESTE MOMENTO FAZ MAIS FALTA NESTE PAIS TECNICOS FORMADOS DO QUE DOUTORES MAL FORMADOS.

  3. Osvaldino

    A Lusófona é uma universidade? quando é que se viu uma universidade em que não há monografia, relatório de estágio cientifico ou projecto? Um relatório de estágio de 7 (é mesmo sete) folhas serve para ser apresentado como trabalho de fim-de-curso? Que competências académicas possui a maioria dos professores da instituição? Dos que foram despedidos quem tinha a qualificação necessária? É sério colocar uma pessoa que terminou uma licenciatura em jornalismo, mas nunca tirou um dia de trabalho, a leccionar disciplinas fundamentais do jornalismo, como sejam o jornalismo de investigação, jornalismo radiofónico, jornalismo televisivo? Que competências para leccionar jornalismo económico ou televisivo possui o anterior professor dessas cadeiras?
    DEIXEM DE GOZAR COM OS ALUNOS, POIS SAEM DA UNIVERSIDADE COM UM TITULO DE UMA FORMAÇÃO QUE NÃO FIZERAM PORQUE NÃO HAVIA QUEM OS ENSINAR. O DINHEIRO ESTÁ DIFÍCIL DE GANHAR PARA PAGAR PROPINAS PARA NADA. SE QUEREM FAZER NEGÓCIO VÃO VENDER AÇÚCAR, ARROZ E FEIJÃO.

  4. Estranho

    Essa foi boa. E bsot ta otcha que kes novos professores tita ba dá kel impossível, agora q é tou nem aí. hahaahhahhaa

  5. Firmino Lima

    ah se a moda pega. Isto é um desrespeito ao professor, que tem família e responsabilidades. Pois o professor não vai falar a Electra e outras instituições que paga quando puder…pois senão terão esses bens cortados. É uma falta de ética por parte da Universidade.

  6. DiPraia

    Depois querem qualidade de ensino. Xuxareda! Onde está o Ministério do Ensino Superior? Que venha rapidamente a autoridade de Ensino Superior.

  7. Boss

    O ministerio da ES tem de intervir, porque é uma falta de rerspeito por parte da ADM da ULCV que nem valoriza o dialogo e se alguem reclamar será despedido…Escravatura no Mindelo por parte destes TUGAS incapacitados….GREVE aos professores para que recebem os seus salarios em atraso….

  8. roxana aguilera

    Os formando não ten dinhero para pagar , esso e’ VERDADE ,mais como resolver o pago dos professores sem chegar a Escravatura Moderna”(pago quando poder &..) Estos são os sintomas pre -morbidos CRONICO !! A Reitora ten q dizer a situaçao real sim e’ ou nao esta Univ viavel ? ..O enseno superior nessecita um mão do Gov URGENTE pois estudar e’ um alternativa ao DESEMPREGO ,caso contrario sera o APOCALIPSIS !!!!!!!!!

  9. aluno

    isto nao eh caeitavel nem na guine bissau, esse tal de universidade lusofona eh uma trsiteza, o Ministerio deverai tomar medidas e inclusivelmente mandar fechar essa instituicao, pena dos alunos que la estao tambem qualquer pai ou encarregado de educacao nao deveRiA ENVIAR OS SEUS EDUCANDOS PRA LA

  10. Santiago

    A Lusófona está FALIDA – KERÓD EM DJOSA
    – Funcionários com salário em atraso
    – Professores que não recebem desde Maio
    – INPS sem pagar
    – Electra sempre a cortar Luz e Agua – casas de banho indecentes
    Essa Uni de Português vai declarar falência e os professores, ex-professores, funcionários e coitados dos alunos vão ficar Fudidos – num bom português.
    PAICV e basta, onde está a direção geral do trabalho? onde está o Ministro, amigo da Reitora filha de Amilcar Cabral?
    Português e basta, os coitados nem podem pedir salário do trabalho feito porque são despedidos,os que la estão nem pensam em abrir o bico porque,o único direito que têm é permanecer em silêncio e sem contrato de trabalho.
    Aqui jazz Lsófona — 2007- 2015

  11. João Valentim Santos

    1ª parte:

    A minha decisão de fazer um comentário a esta notícia é a mesma razão que me levou a aceitar ser porta-voz do grupo de Professores, (sim professores com letra maiúscula), primeiro de 9 elementos, depois de 23, tendo terminado com 7 elementos e que o único “crime” que cometeram foi de ter perguntado em Junho próximo passado quando é que a Administração da Lusófona tencionava pagar os 4 meses de salário em atraso, embora, noutra administração tenha chegado a ser de 6 seis, mesmo sendo “apenas prestadores de serviço”, temos direito ao salário correspondendo às horas trabalhadas. Essa razão, que me levou a esta decisão, é uma das balizas da minha já muito vivida vida toldado pelo meu carácter: Não troco convicções por conveniência, ou seja, não aceito não reclamar um direito só porque poderão vir a fazer-me um “favor(zinho)” futuramente. Quem me conhece sabe que assim é, não o fiz no passado no tempo colonial quando havia a P.I.D.E., polícia política, muito menos o farei no meu País INDEPENDENTE há 40 anos. Recuso o neocolonialismo seja qual for a forma que se reveste ou se (trans)veste.
    Sim, chamo-me João Valentim. Apesar deste online garantir o anonimato, prescindo dessa garantia, pois tenho dado a voz e cara nos órgãos de comunicação social sem medo de mesquinhas represálias, repito: Não troco convicções por conveniência
    Um dos meus Mestres, Immanuel Kant, não me ensinou, mas ajudou-me a aprender que “o racional e o livre escapam ao império da conveniência, fazendo o que é correto”. Eu sou racional e sou livre por isso escapo ao “império da conveniência”. Muita gente deveria visitar ou revisitar Kant.

  12. João Valentim Santos

    2ª Parte

    É conveniente prestar um serviço com a condição de ser “pago quando puder”? É!!!, mas quem faz isso não pode dizer que é racional e muito menos que é livre. A grande maioria das pessoas trabalham porque precisam do salário (ver o que significa na sua etimologia), não trabalham para acumular créditos a serem pagos “quando puder”, mas cada um é… livre para fazer o que quer, assumindo as consequências.
    Quanto à substância da “coisa” já o disse a um jornalista deste online e repito agora, a Lusófona é uma entidade privada, pode contratar quem bem entende e lhe apetece, e não tem que se justificar perante os professores que não “contratou”, por mim pode ir buscar os seus “professores” na rua da Matigim, rua de S. Vicente onde há mais “fuscks” (bêbados) por metro quadrado, só tem que prestar contas da sua qualidade de ensino aos alunos, pois são os seus clientes e à Direcção Geral do Ensino Superior, se esta lhe pedir “contas”. Nessa senda, pode colocar recém-licenciados a leccionar cadeiras, que são mais “sofás”, no 4º ano de licenciatura de cursos como são os de Jornalismo e Audiovisual e Multimédia, substituindo Mestres e profissionais com provas dadas e que a própria Reitora elogia a qualidade dos serviços prestados. Não querendo comentar os comentários que aqui constam, mas já comentando, não sendo já porta-voz de ninguém, apenas de mim próprio, direi que a Lusófona tem vindo a perder os seus melhores Professores e já não é de agora, tem vindo a acontecer há anos. Não se trata de “intchadura”, são os alunos que reconheceu esse trabalho, sendo que em alguns casos é a própria Reitora, pessoa que estimo e respeito, que o faz.
    Então quem quer a perda de qualidade de ensino na Lusófona?

  13. João Valentim Santos

    3ª Parte

    A Lusófona padece de problemas conjunturais, estruturais e sistémicos que a não serem resolvidos só poderá prejudicar a Instituição e principalmente prejudicará os alunos. Sempre me disponibilizei junto à Reitoria e junto à Administração para ajudar e fazer parte da solução e não do problema. Não me peçam é para não dar a minha opinião e não defender o que acho correcto e em troca dão-me um “prato de lentilhas”. O meu caracter não está à venda e sempre reivindiquei a qualidade de equipamento e condições para os meus alunos, mesmo sabendo que a Administração poderia não gostar. Os meus alunos que o digam.
    Acredito sinceramente que actual Administrador, Arquitecto João Gabriel, possa vir a conseguir fazer alguma coisa, pois tem outra atitude em relação às “coisas da gestão”, mas não será desta forma, permitindo ou autorizando directamente medidas que diminuem a qualidade do ensino prestado, como já lhe disse pessoalmente deverá melhorar o diálogo com os colaboradores pois sem diálogo não se vai a lado nenhum, embora ele tenha reconhecido que houve falta diálogo na questão dos vencimentos em atraso o facto é que ele está a cumprir o que disse: “A Lusófona vai pagar o que deve aos professores, só que não sabe… quando”.
    Dois méritos o arquitecto tem em relação aos seus antecessores enviados de Portugal, vê-se a vontade em querer resolver as “coisas”, embora seja parco em dialogar e também já não está num quarto do Hotel Porto Grande, pois vive numa casa na mesma rua onde resido. Mais um mérito, afinal são três, em relação ao Administrador Adjunto Francisco Rodrigues, um “miúdo” de 33 anos, que felizmente esteve cá pouco tempo, também não tem… motorista, pois o arquitecto nem de táxi anda, pois fá-lo a pé.
    O Doutor Francisco estava num quarto do hotel Porto Grande e tinha… motorista.
    Por isso e não só, dizer que não pagam aos professores porque os alunos não pagam as propinas, o que é verdade, é quase um “crime”. Basta de meias verdades, pois há quem saiba a verdade TODA.
    Há um ditado, por sinal português, não é cabo-verdiano, que diz: “A verdade é como o azeite, vem sempre à tona”.
    Os alunos da Lusófona e as Câmaras Municipais, NÃO podem servir de “bodes expiatórios” para os problemas de tesouraria da instituição.
    A verdade um dia virá à… tona.
    A administradora delegada, não adjunta mas sim delegada, por sinal cabo-verdiana, essa sim dialogava com as pessoas e quando dizia que ia pagar, pagava mesmo. Às vezes 50% do salário mensal, mas pagava e enviava um mail a justificar e pedia desculpas. Pelos vistos não serviu para Administradora Adjunta e foi dispensada.
    Revisitando o meu mestre Kant, direi que tal com a Europa, neste momento a Lusófona só reencontrará a sua “alma” quando recuperar a confiança dos alunos, colocando os seus interesses (dos alunos) em primeiro plano. É claro que relativamente à Europa não será dos alunos mas sim do povo. Como todos sabem a Europa, neste momento está sem “alma”.

  14. João Valentim Santos

    Resposta ao Osvaldino:

    Quando o Osvaldino, aqui neste espaço pergunta “dos que foram despedidos quem tinha a qualificação necessária?”, só posso responder por mim, embora gostaria que fossem os meus alunos a fazê-lo.
    Primeiro, não me considero despedido pois não tinha nenhum contrato com a Lusófona. As minhas responsabilidades com a Lusófona terminaram em Julho quando o grupo de sete professores fizeram um acordo com a Administração da Lusófona, pagamos, a título de DOAÇÃO, 301 contos de propinas dos nossos alunos, retirados da dívida que a Lusófona tinha para connosco,e “libertamos” a avaliação e as pautas foram publicadas, ficando a Lusófona a dever, ainda não pagos, 322 contos a esse grupo de sete professore. Por isso não fui despedido pelo simples facto de não estar empregado, era “apenas um prestador de serviços” como diz o senhor Administrador. As verdades devem ser ditas.

    Quanto à minha qualificação, posso dizer-lhe sou Professor há 40 anos e que fui professor durante 36 anos em Portugal e posso provar que exerci cargos de direcção, coordenação e chefia no âmbito da Educação (a nível nacional, regional e local) e também no poder Local Autárquico, fui formador de professores durante 20 anos e se ajudar, também tenho um Bacharelato em Ensino de Educação Tecnológica, uma Licenciatura em Comunicação Educacional e Gestão da Informação-Centros de Recursos, bem como um Mestrado em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Todos feitos presencialmente e devidamente certificados pelas entidades.
    Mais importantes que isto tudo são as opiniões dos meus alunos da Lusófona e da Uni-Cv.
    Talvez não seja importante mas também, a minha avó, Djidjadja, que Deus a tenha, sendo analfabeta mas muito sábia, dizia e eu acreditei, que eu era muito inteligente, mas isso são coisas de avós e por isso não conta.

    Garanto-lhe também do grupo final de 7 de professores que eu fui porta-voz, também são profissionais bem qualificados e com reconhecido mérito na sociedade Mindelense e não só, principalmente os jornalistas desse grupo, embora eu não saiba o que diziam… as avós.

  15. Alunos revoltados

    A ULCV devia ter vergonha de como está a gerir a faculdade em Mindelo, isto é uma vergonha nacional. NÃO PAGA OS PROFESSORES E AINDA CORRE COM OS MELHORES QUE TEMOS, onde está a inspecção do ensino??? Sr 1º Ministro e Ministro do Ensino Superior estão de olhos fechados perante uma situação grave dessas??? Inspecção perguntou aos alunos a nossa opinião?? ULCV é uma XUXADEIRA que vive sob as garras da déspota da Isabel Lobo, que não importa com a opinião dos alunos e um administrador.ARROGANTE que pensa que ainda estamos no tempo da colonização que os portugueses mandavam, mas hoje em dia estamos numa DEMOCRACIA, caso não saiba… Material de trabalho, laboratórios ???? água nas casas de banho, nem pensar, cheiram mal que se farta…Data Show o que é isso, uma utopia na ULCV.Mas se pensam que vamos voltar ao tempo da ditadura estão mal enganados, QUEREMOS OS NOSSOS MELHORES PROFESSORES DE VOLTA E VAMOS FAZER VALER A QUALIDADE DO ENSINO…

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