“Perla Negra” entre ficção e realidade

19/10/2015 08:03 - Modificado em 19/10/2015 08:03

Droga perla negraProssegue, no Tribunal de São Vicente, o julgamento do processo que ficou conhecido como operação “Perla Negra” e que levou à apreensão de 521 quilos de cocaína e à detenção de seis pessoas. Na terceira sessão do julgamento, as estratégias da defesa e da acusação começam a ficar claras perante um juiz que é conhecido como um magistrado preocupado em fazer justiça e que, normalmente, decide bem e rápido, ou seja, se tiver de condenar condena, se tiver de absolver absolve desde que considere que “tenha sido feita justiça” e que fique aberta a porta para os recursos superiores para quem ache que não foi feita justiça.

É perante um juiz dessa natureza que as partes esgrimem os seus argumentos. E assim, os arguidos ficaram divididos em duas estratégias de defesa: os que foram apanhados com droga e os que não foram apanhados com droga. No primeiro caso estão Xando Badiu, Ariel e Patrick Komarow e, neste caso, a defesa ainda não conseguiu demonstrar que a droga não lhes pertencia ou melhor, que a droga pertence a outra ou outras pessoas. E não conseguindo “passar a droga para outrem,perante a lei  a droga é de quem estava na sua posse quando foi apreendida”.

No caso de Xando, a defesa insiste na versão que foi contratado por um indivíduo que não conseguiu provar que existe, para ir buscar um carregamento de whisky e que só soube que era droga quando foi abordado pela PJ e esta abriu as malas. Mas este argumento não passa a droga para outra pessoa que, assim, continua na posse do arguido. Em relação a Ariel e a Patrick Komarow, o argumento da defesa é que foram pescar na praia da Salamansa e que encontraram a cocaína na praia e que a iam devolver à polícia. Mas com este argumento, a droga também continua na posse dos arguidos. Não existem sequer dúvidas que possa pertencer a outra pessoa. E num e noutro caso, a defesa mostra que sabe que a sua margem de manobra é reduzida.

Sem droga

Caso diferente são os três arguidos que não foram detidos na posse de droga. Neste caso, a defesa sabe que tem uma margem de manobra mais ampla e está a explorar as fragilidades da investigação da PJ. Para já, conseguiu que perante o juiz, todos os agentes da PJ que participaram na operação  afirmassem que José Prats Vilallonga, Carlos Ortega e Juan Fernandez Busto não foram apanhados na posse de cocaína. Mais. Nenhum agente disse que viu o veleiro tripulado por Ortega e Bustus descarregar droga. Também nenhum dos agentes que fizeram a busca ao veleiro na Marina do Mindelo, afirmaram que encontraram droga ou vestígios de droga no veleiro.

Em relação a Vilallonga os agentes que participaram na sua captura junto da antiga boite J’taime, também afirmaram que não tinha nenhuma droga, apenas uma pistola 6. 35. A defesa também está a explorar o facto de, no seu entender, a prisão dos três ter sido ilegal pois foram presos fora de flagrante delito e, por isso, sem mandado de captura. Mas o juiz lembrou a defesa que o Supremo Tribunal de Justiça  já tinha indeferido um recurso pedindo a libertação dos arguidos com o argumento de prisão ilegal.

O julgamento prossegue hoje a partir das 8h30m.

  1. MARTNS

    Advogados da DROGA,
    kel dnher ca ti t ba sirví bsot

  2. roxana aguilera

    estive e estoi a procura de advogado ,mais nao consigo !!!

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