Universidade Lusófona não contrata professores que exigiram o pagamento dos salários

19/10/2015 08:01 - Modificado em 19/10/2015 08:01

lusofonaO início do ano lectivo na Universidade Lusófona de Cabo Verde no Mindelo, ficou marcado pela decisão da instituição de deixar de fora da lista do quadro de professores alguns nomes que estavam a leccionar há já alguns anos na Universidade. Da lista de professores dispensados pela Universidade fazem parte os que estiveram em conflito com a mesma relativamente ao pagamento de salários. Apesar de terem chegado a um acordo com a instituição, a Universidade ainda está em dívida para com eles.

Um dos cursos que registou alguns “cortes” foi o curso de Ciências da Comunicação. Neste aspecto, vários professores que são profissionais da área, foram dispensados. Entre eles o jornalista  José Leite  que leccionava nessa Universidade há cinco anos e que goza do respeito  e consideração por parte dos alunos . Outro professor que ficou de fora  é o jornalista Odair Santo. Sobre esta situação diz que , tem consciência do trabalho feito com os alunos. Esse sentimento é abrangente e há professores que ficaram decepcionados por não poderem continuar o trabalho com os alunos, um trabalho com alunos que encontraram no primeiro ano mas que agora não conseguem finalizar. O Mestre João Valentim , também apreciado pelos alunos pelo “revolução” que  no ensino das cadeiras de multimédia , considera que  “O meu sentimento é de não poder continuar a transmissão do conhecimento. Os alunos confiaram em mim porque souberam que sou um professor competente e a única pena é não poder continuar a transmitir o conhecimento que tenho para os meus alunos daquela universidade”. Quanto  a dispensa, este professor considera  que  “a Lusófona é uma entidade privada”.

Questionados se acham que foram objecto de represália por parte da Universidade sobre o “finca pé” que fizeram em relação aos seus salários, o sentimento é que não foram chamados “por terem discutido sobre os seus direitos” e, sobre a questão de represálias, deixam o assunto para quem quiser analisar o caso. E quem começa a analisar a situação são os alunos que no início das aulas ficaram saber que alguns dos professores que consideram competentes foram afastados. Para alguns com quem o NN é claro “que se trata de uma vingança  pela forma com esses professores lutaram pelos seus direitos”. Esses alunos querem ter uma palavra a dizer no assunto e ao que apuramos vamos se encontrar para analisar a situação e e depois tomar uma decisão ,pois consideram que a qualidade do ensino vai ser prejudicada.

Contactada a Universidade para se saber mais sobre a não continuação dos professores, o administrador afirmou que “não foram contratados porque os contratos terminaram e a Universidade decidiu não renovar os contratos”. Acrescenta ainda que eram apenas prestadores de serviços.

  1. roxana aguilera

    Esta em FALENCIA essa Universidad ??

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