MED garante que os resultados do bilinguismo em Santiago são muito bons

19/10/2015 07:49 - Modificado em 19/10/2015 07:52

professorO Ministério da Educação e Desporto assegura que os resultados finais das turmas bilingues em Santiago no ano lectivo anterior, são muito bons e que os pais dos alunos aproveitam para aprenderem a escrever a língua cabo-verdiana com os seus filhos. A Ministra da Educação e Desporto refere que apesar do interesse de outras ilhas, neste ano lectivo as turmas bilingues funcionam apenas em Santiago e São Vicente, devido ao seguimento e avaliação da experiência.

“De notar que a experiência surgiu no âmbito de um doutoramento de uma cabo-verdiana que trabalha em Portugal, significando que estão salvaguardadas todas as condições de trabalho científico e metodológico próprio de quem realiza um trabalho de pesquisa científica, neste caso concreto, da elaboração de uma tese de doutoramento”, afirma a Ministra da Educação e Desporto, Fernanda Marques. Esta esclarece que os critérios de selecção das escolas em São Vicente, António Aurélio Gonçalves e Chã de Cemitério, foram definidos pela Delegação do Ministério da Educação de São Vicente em concertação com os gestores das Escolas Básicas do Mindelo. Salienta ainda que “os professores seleccionados e que vão ministrar aulas nas turmas bilingue, participaram, em Fevereiro do ano lectivo 2014/2015, no «Atelier de Reflexão sobre o Ensino bilingue em Cabo Verde», tendo beneficiado de importantes comunicações sobre o bilinguismo, metodologias de ensino para o desenvolvimento de competências em Língua Portuguesa, produção de materiais didácticos, partilha de experiências e testemunhos de professores que ministram aulas em turmas bilingue nos diferentes Concelhos de Santiago”.

A vertente do crioulo que será leccionado na ilha do Monte Cara será a de São Vicente e, dos professores seleccionados, um tem licenciatura em estudos cabo-verdianos e portugueses e o outro, formação de professores do Ensino Básico. Para além da participação no atelier, os professores tiveram também formação em Setembro, no Mindelo com duas especialistas, “uma em língua cabo-verdiana e outra em metodologia de ensino de língua segunda, logo, de produção e utilização de materiais didácticos, ligadas à Uni-CV. Trabalharam questões metodológicas e científicas, com destaque para a escrita da língua cabo-verdiana, variante de S. Vicente”, afirma a Ministra da Educação. Conforme o Delegado informou, é uma experiência que exige o consentimento dos pais. O MED assegura que “pelas informações já divulgadas, a reacção foi muito positiva, uma vez que 95% dos pais e encarregados de educação dos alunos das duas turmas bilingue, estão de acordo”.

O plano curricular é fornecido pelo MED e também pela Direcção Nacional de Educação que irá fornecer às escolas com turmas bilingue, material bibliográfico de apoio. De acordo com as orientações do MED “para enriquecer o processo de aprendizagem, os professores devem apostar nos livros de contos/estórias dos escritores cabo-verdianos, escritos na língua materna, para trabalharem as competências da escrita, leitura e oralidade”, porém, o Ministério reconhece que não existem muitos contos em língua cabo-verdiana, por isso, “ao longo da formação, é recomendada a utilização de alguns que existem e que são facilmente adaptáveis à faixa etária dos alunos, aos seus interesses e universo sociocultural, mas os professores devem seleccionar outros que se revelarem igualmente interessantes para os alunos, fazer traduções de histórias infantis em língua portuguesa e aproveitar toda a criatividade dos alunos para produzirem e organizarem os seus «livros» de histórias”.

  1. Caboverdeano

    Então deixem ficar por lá pelo amor de DEUS !!!!!!

  2. Juvino

    Eu sou totalmente contra o ensino de bilingue, o criolo não serve para formar um indivio, pois é uma autentica desparate.

  3. Andrea Fortes

    (Mais parece um disco riscado mas um homem prevenido vale por dois e o que está em jogo é o futuro de quase uma geração)

    “E DEPOIS NAO NOS VENHAM DIZER QUE NAO VOS ÁVISAMOS”
    [Alguns anos atras por inspiração demagógica o governo da Ilha Curacao que é um departamento da Holanda mas com uma grande autonomia e governada pelos autóctones decidiu introduzir o papiamento como língua oficial nas escolas publicas substituindo assim a língua holandesa considerada como uma língua de colonizadores e portanto menos valida.
    Entretanto logo no inicio esses mesmos políticos que tudo fizeram para introduzir o papiamento como língua oficial retiraram imediatamente os seus filhos das escolas publicas e colocaram os mesmos nas escolas privadas onde o ensino era ministrado em língua holandesa.
    Passado 5 anos duma experiência que desde do inicio estava condenada ao falhanço chegaram a conclusão que a introdução do papiamento como língua oficial em detrimento da língua holandesa foi um verdadeiro desastre pelo que nao havia outra alternativa senão começar de novo com a “língua nao amada”.
    Nada de novo. Este desastroso resultado como é logico já era de esperar. Os alunos das escolas publicas sofreram um atraso de 5 anos. O fosso entre os alunos filhos das elites que frequentaram as escolas privadas onde a língua oficial era a língua holandesa e os alunos das classes menos favorecidas que frequentaram as escolas publicas onde a lingua oficial era o papiamento foi enorme e estes últimos sofreram um retrocesso de 5 anos.
    Marciano e comparsas que nao sao tao parvos e que sabem perfeitamente quais as nefastas consequencias de oficializar o crioulo deviam ir ate Curacao e inteirarem-se da sua experiência negativa em substituir a “língua nao amada” mas de qualquer forma a mais funcional pelo papiamento]
    Fonte de informacao:
    ELSEVIER N0. 23 de 7 de Junho de 2008.pagina 34 capitulo KONINKRIIJK / NIET DE GELIEFEDE TAAL

  4. Não aceitem. É um truque da Badiulândia. Peçam garantias sobre a futura escrita a ser usada e utilizada nos livros e manuais escolares. Para falar não há problema. E para escrever? E para ler? Em qual livro? Em qual língua materna? A escrita é que interessa. Sem essas garantias, aconselho a não aceitar. Foi assim em 1975 que São Vicente perdeu protagonismo nacional para a Badiulândia. Na altura os políticos de Mindelo e o povo de Mindelo acreditou no desígnio nacional e não pediu garantias ao Governo. Os Mindelenses em Cabo Verde representam quase 25% porcento da população, por isso mais de 25% porcento falam o Sampadjudo. Se colocarmos os Mindelenses no exterior e o criolo de São Vicente são mais de 35%. E se ainda colocarmos as outras línguas do Sampadjudo do Barlavento chega a quase 45% de falantes do criolo Barlaventino. Peçam garantias já sobre a escrita a ser usada nos livros e manuais escolares. Será em Badiu ou Sampadjudo? Ou será nas duas línguas? Se não houver garantias já São Vicente não deve avançar com a experiência. Deve chumbá-la. Não contem com os deputados de São Vicente, manhentos. Já tramaram São Vicente em 1975 e voltarão a fazê-lo de novo em troca de mais um cargo de deputado ou de empresário.

  5. Os pais dos alunos de Mindelo devem pedir que lhes seja apresentado os materiais didáticos de suporte, livros, contos infantis escritos e quais as línguas existentes nessas histórias e contos. Se são livros e contos em criolo da Badiulândia não devem ser aceites. O criolo de São Vicente é para ser preservado. Os pais mindelenses têm a responsabilidade de salvaguardar a escrita e a leitura do criolo mindelense e por isso a cultura riquíssima de São Vicente. Não se deixem enganar pelo Director Regional, mamador das tetas e da mama do Estado. Ele fará tudo para agradar a Badiulândia e poder ganhar um carguito de chefi na capital. Muito cuidado.

  6. Firmino Lima

    Bom dia. Queria perguntar ao pessoal do MED, em especial a ministra Fernanda se Cabo Verde é só Santiago?
    Pois é ridículo não considerar as outras ilhas.
    Grato

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