Julgamento Perla Negra: Xando afirma não conhecer nem sequer a “padjinha”

16/10/2015 07:35 - Modificado em 16/10/2015 07:35

TribunalO único arguido cabo-verdiano, Alexandre Borges conhecido por “Xando Badiu” afirmou durante o julgamento que “não conhece nenhuma droga, nem mesmo a ‘paddjinha’”. O arguido nega ter qualquer relação com o negócio das drogas e considera que apenas dez por cento do que consta do processo corresponde à verdade.

Durante o julgamento que decorreu nesta quinta-feira sob alto contingente policial, os seis arguidos envolvidos no processo Perla Negra foram ouvidos pelo 1º Juiz Crime da Comarca de São Vicente. Alexandre Borges ou Xando Badiu é natural da ilha de Santiago, tem 55 anos, está entre os seis arguidos presos na sequência da operação.

O arguido está a ser acusado da prática do crime de tráfico de droga de alto risco agravado, associação criminosa, lavagem de capital e detenção ou porte de arma. Xando Badiu está acusado de fazer parte de uma rede de tráfico internacional tendo, juntamente com outros arguidos, introduzido drogas no país.

O arguido foi questionado pelo Juiz se se trata de um traficante, ao que o memo respondeu que “não conhece nem mesmo a droga chamada popularmente por ‘padjinha’, pois nunca teve tempo para tal, de modo que nunca esteve envolvido em nenhum negócio relacionado com o tráfico de drogas”.

Em Novembro de 2014, Xando Badiu foi surpreendido na zona do Lameirão quando transportava na sua viatura, uma certa quantidade de droga. Na sequência do sequestro, foram também apreendidos vários objectos, armas e munições na sua residência e em diferentes armazéns pertencentes ao mesmo.

Questionado ainda sobre os factos de que vem acusado, o arguido diz que “apenas dez por cento do conteúdo dos autos corresponde à verdade. Pois tinha sido solicitado para fazer um frete na zona da Baía das Gatas e que deveria carregar cigarros segundo o amigo ‘Arold’”.

Depois de algumas chamadas telefónicas por parte do “Arold”, chegou a carregar cerca de 16 sacos para dentro da sua viatura e, devido ao peso, desconfiou que não seriam cigarros como havia sido combinado. Assim, pediu informações sobre a carga e o amigo terá dito que era whisky em garrafas de plástico e para não se preocupar porque as garrafas não se iriam partir.

O arguido alega não ter desconfiado de modo que seguiu a sua viagem com a carga para a cidade, onde viria a ser apreendido na zona do Lameirão. O mesmo diz que só veio a conhecer o que trazia, quando foi informado pelo seu advogado.

O arguido que negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas é proprietário de diferentes empresas em São Vicente, várias viaturas, terrenos, imóveis e estava constantemente em viagem.

O  processo “Perla Negra” culminou com a apreensão de 521 quilos de cocaína, catorze arguidos, estando seis deles em prisão preventiva: José Prats Vilallonga, Carlos Ortega, Juan Fernandez Bustos, Ariel Benitez, Alexandre “Xand Badiu” Borges e Patrick Komarow. O valor total da droga foi orçado em dois milhares de milhões, setecentos e sessenta e dois milhões, quatrocentos e vinte e nove mil e trezentos e noventa e cinco escudos.

  1. Mindelo

    Vamos deitar abaixo esta teoria do Xande Badiu…como é que um empresário, proprietário de várias empresas, terrenos, viaturas, imóveis, etc, aceita fazer um “frete” cidade/salamansa/cidade? Ou seja, um homem supostamente com algum património aventura-se a fazer um frete em torno de 2.000$00, ainda por cima de uma mercadoria supostamente ilegal (cigarros…sim, se não entrou pela alfândega, logo era ilegal). E mais, sendo ele realmente empresário, de certeza que teria um funcionário para fazer esse serviço. Porque preferiu fazer ele mesmo fazê-lo pessoalmente?

  2. Djonsa

    Cara de lata e cínico. Eu também não conheço.

  3. manel

    hahahahaha,bo ta e n brincadera,des li bo k tita bem escapa!!

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