Delegado do ME: “implementação do bilinguismo traz benefícios para o ensino”

16/10/2015 07:00 - Modificado em 16/10/2015 07:30

Anildo Monteiro, Delegado do Ministério da Educação e Desporto em São Vicente, assegura que para a implementação do bilinguismo a título de experiência é necessário ter o consentimento dos encarregados de educação, por isso, foi enviada uma nota a solicitar a autorização dos mesmos. Nenhum aluno será obrigado a fazer parte do projecto, tendo sempre a alternativa de fazer a mudança para outra turma dentro da mesma escola.

“Foi escrita uma nota informando os encarregados de educação que a Direcção Nacional de Educação vem realizando a experiência do bilinguismo há três anos na ilha do Santiago, em  três Concelhos e que, neste momento, há a necessidade de alargar a experiência, para que possamos ter dados comparativos”, afirma Anildo Monteiro. O mesmo frisa que os pais foram informados no início do ano lectivo, uma vez que os professores já estavam seleccionados e ressalta que a nota solicita a autorização dos pais, logo não há carácter obrigatório da integração do aluno na turma bilingue.

O Delegado do MED em São Vicente acredita que a implementação do bilinguismo traz benefícios para o ensino e justifica que “o aluno pensa em crioulo, assim, ao exteriorizar-se em crioulo o aluno terá vantagens na aprendizagem, podendo essa experiência ser similar aos outros países bilingues”. Ainda o Delegado diz que deverá haver abertura para coisas novas e apela aos pais para abraçarem o projecto, cujo objectivo é proporcionar um melhor ensino para os alunos.

  1. jose

    O que as pessoas sao capazes de dizer para salvaguardar o seu emprego….
    Sr Anildo, como que bilinguismo??? Nossas crianças pensam em crioulo de Sao Vicente, e nao no crioulo dos badius, TENHA VERGONHA.

  2. Francisco Andrade

    Penso que se deve aprender em 1º lugar a dominar a Língua Portuguesa, pois é triste que alunos do 12º Ano escrevem mal e pronunciam muito mal a “Língua Portuguesa”. Depois aprender a lingua Inglesa, visto que hoje muitos manuais técnicos estão em inglês e as bolsas de estudos para China e Japão exigem o TOEFL( Teste de plingua inglesa para estrangeiros. A Língua materna seria alternativa para alunos do 12ºano que pensam em seguir este ramo. Professor Francisco Andrade

  3. Andrea Fortes

    “E DEPOIS NAO NOS VENHAM DIZER QUE NAO VOS ÁVISAMOS”

    [Alguns anos atras por inspiração demagógica o governo da Ilha Curacao que é um departamento da Holanda mas com uma grande autonomia e governada pelos autóctones decidiu introduzir o papiamento como língua oficial nas escolas publicas substituindo assim a língua holandesa considerada como uma língua de colonizadores e portanto menos valida.
    Entretanto logo no inicio esses mesmos políticos que tudo fizeram para introduzir o papiamento como língua oficial retiraram imediatamente os seus filhos das escolas publicas e colocaram os mesmos nas escolas privadas onde o ensino era ministrado em língua holandesa.
    Passado 5 anos duma experiência que desde do inicio estava condenada ao falhanço chegaram a conclusão que a introdução do papiamento como língua oficial em detrimento da língua holandesa foi um verdadeiro desastre pelo que nao havia outra alternativa senão começar de novo com a “língua nao amada”.
    Nada de novo. Este desastroso resultado como é logico já era de esperar. Os alunos das escolas publicas sofreram um atraso de 5 anos. O fosso entre os alunos filhos das elites que frequentaram as escolas privadas onde a língua oficial era a língua holandesa e os alunos das classes menos favorecidas que frequentaram as escolas publicas onde a lingua oficial era o papiamento foi enorme e estes últimos sofreram um retrocesso de 5 anos.
    Marciano e comparsas que nao sao tao parvos e que sabem perfeitamente quais as nefastas consequencias de oficializar o crioulo deviam ir ate Curacao e inteirarem-se da sua experiência negativa em substituir a “língua nao amada” mas de qualquer forma a mais funcional pelo papiamento]
    Fonte de informacao:
    ELSEVIER N0. 23 de 7 de Junho de 2008.pagina 34 capitulo KONINKRIIJK / NIET DE GELIEFEDE TAAL

  4. Não aceitem. É um truque da Badiulândia. Peçam garantias sobre a futura escrita a ser usada e utilizada nos livros e manuais escolares. Para falar não há problema. E para escrever? E para ler? Em qual livro? Em qual língua materna? A escrita é que interessa. Sem essas garantias, aconselho a não aceitar. Foi assim em 1975 que São Vicente perdeu protagonismo nacional para a Badiulândia. Na altura os políticos de Mindelo e o povo de Mindelo acreditou no desígnio nacional e não pediu garantias ao Governo. Os Mindelenses em Cabo Verde representam quase 25% porcento da população, por isso mais de 25% porcento falam o Sampadjudo. Se colocarmos os Mindelenses no exterior e o criolo de São Vicente são mais de 35%. E se ainda colocarmos as outras línguas do Sampadjudo do Barlavento chega a quase 45% de falantes do criolo Barlaventino. Peçam garantias já sobre a escrita a ser usada nos livros e manuais escolares. Será em Badiu ou Sampadjudo? Ou será nas duas línguas? Se não houver garantias já São Vicente não deve avançar com a experiência. Deve chumbá-la. Não contem com os deputados de São Vicente, manhentos. Já tramaram São Vicente em 1975 e voltarão a fazê-lo de novo em troca de mais um cargo de deputado ou de empresário.

  5. Sofia

    Bom dia,
    Com todo o respeito, Sr. Delegado, essa história não convence ninguém…. Nós sempre pensamos em crioulo mas falamos BOM português…. Quando digo NÓS, refiro-me aos trintões, quarentões e cinquentões… Porquê? Porque tínhamos excelentes professores, que SABIAM FALAR PORTUGUÊS… Hoje os alunos não falam bem o Português porque os professores também NÃO SABEM falar… aí é que está o problema… Esse “bilíngue” não poderia ser Português/Inglês ou Português/Francês que deixam mais falta no futuro? O crioulo serve para quê????? Somos um país de emigrantes, Sr. Delegado…CV não tem futuro ainda por cima nessas condições… Crioulo, credo!!!!!!!!!!!!!!!!! Ainda por cima se for esse maldito ALUPEC que não tem C no alfabeto mas tem C No nome!!!!!!!!!!! ehehehehehehehheehheeh fala sério! Deus nos livre de tanta “gonorância” Ah meu país, aonde vais parar?????

  6. Manuela

    CAROS PAIS,
    NÃO abracem o projeto…Vai ser uma verdadeira CATÁSTROFE…. Pobres desses menininhos…. Nhos fica PE… ca nhos aceitá cusas di PAI…. sinceramente!
    Fidjos di nhos ca ê cobaias de ninguém!!!! FORÇA!

  7. Carlos Drummond

    “As EBIs António Aurélio Gonçalves e de Chã de Cemitério, em São Vicente, assim como as de Cutelo Branco e Milho Branco, em São Domingos, vão passar a ter uma turma de ensino bilingue, a partir do ano lectivo que agora se inicia.”
    Não estou abalizado para pronunciar sobre as razões que levam os pais a protestarem contra uma diferença de meia hora no horário escolar. Contudo o que estranho é que não haja por parte dos mesmos pais um protesto contra a introdução da falhada experiência bilíngue nessa escola.
    Apesar de não viver em Cabo Verde e baseando em outras experiências estou certo que esta Escola é frequentada na maioria por filhos das classes sociais mais vulneráveis e não filhos dos
    politicos, das elites e das pessoas com certo poder financeiro que estão melhor informadas das consequências negativas da introdução do ensino bilíngue nesta Escola.
    Daqui a alguns anos seremos confrontados com uma turma de alunos com um nível bastante baixo que infelizmente lhes perseguirá pela vida fora enquanto que os filhos de Marciano, Manuel Veiga e comparsas frequentam ou frequentarão as escolas onde o ensino bilíngue nunca será introduzido e portanto com um nível superior.

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