Escola Académica: Alunos reivindicam direito a entrarem na sala após o sino

15/10/2015 08:38 - Modificado em 15/10/2015 08:38

Escola AcademicaEstá proibida a entrada de qualquer aluno que chegar à Escola Académica após o terceiro toque. Os alunos desta instituição de ensino têm protestado contra a medida da escola. Para a Direcção da Escola, as regras são iguais para qualquer aluno e são medidas executadas por qualquer escola, independentemente de serem privadas ou públicas.

Após o terceiro sino não é permitida a entrada de qualquer aluno que chegue atrasado, excepto se estiver munido de uma declaração ou justificação plausível ou que tenha avisado previamente. Os alunos que frequentam esta escola contestam a medida e dizem-se indignados com a situação uma vez que “existem imprevistos que ultrapassam o controlo dos alunos”.

Para alguns alunos que se encontravam à porta da escola impedidos de entrarem na sala, a medida da escola “não é compatível com a realidade de muitos alunos que são estudantes, trabalhadores e chefes de família ao mesmo tempo, pois há situações em que o aluno pode atrasar-se e não conseguir justificar-se atempadamente”.

Um dos alunos acredita que sendo uma escola privada e frequentada por alunos maioritariamente trabalhadores, convinha que os mesmos tivessem facilitações tendo em conta os contratempos.

A Escola Académica é actualmente a única escola privada que sobreviveu aos desafios e revela-se na única solução para as pessoas que, por algum motivo, não conseguiram estudar no ensino público.

A Direcção da Escola Académica confirma a medida e esclarece que os alunos devem cumprir os horários estabelecidos pela escola. Ou seja, os alunos devem-se dirigir à sala de aulas logo que tocar o sino de entrada e têm ainda, a tolerância de dois minutos após o sino tocar.

Elísio Gomes explica que a tolerância de cinco minutos é destinada aos professores, embora os alunos façam confusão “de forma intencional”.

Quanto à medida reivindicada pelos alunos, o responsável avança que a escola privada não tem de ser diferente das escolas públicas e que, também são regidas pelas orientações do Ministério da Educação. De modo que não existem diferenças entre os alunos, sejam eles trabalhadores-estudantes ou não, “é aluno como qualquer outro e deve-se sujeitar às regras”.

Para além disso, existem diversas razões para a implementação da medida. Elísio remata ainda que a medida serve para impedir constrangimentos por parte de determinados alunos que tentam perturbar o funcionamento das aulas e da própria escola.

  1. Francisco andrade

    Sr Elísio foi meu professor de História,e sempre cumpriu e fez cumprir as regras.
    Os alunos de “hoje em dia” perderam-se os valores.
    Força lá que têem o nosso apoio

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