Experiência bilingue em São Vicente: encarregados de educação estão desconfiados

15/10/2015 08:08 - Modificado em 15/10/2015 08:08

bilinguismoOs encarregados de educação dos alunos das duas turmas do 1º ano do Ensino Básico das escolas de Chã de Cemitério e António Aurélio Gonçalves em São Vicente, seleccionadas para integrarem o bilinguismo, já receberam uma notificação a solicitar a autorização para que os educandos façam parte do ensaio bilingue. Todavia, a nota peca por conter poucas informações e alguns encarregados de educação ainda não assinaram o documento porque estão a aguardar esclarecimentos por parte da Delegação do Ministério da Educação e Desporto (MED) em São Vicente, apesar de já ter sido efectuada uma reunião de pais com os gestores e professores.

“A Delegação deve reunir-se com os pais e encarregados de educação antes da integração dos alunos nas turmas para os informar da experiência e se concordam que os filhos/educandos façam parte das mesmas”. Esta é a 1ª das orientações do Ministério da Educação para as turmas bilingues. Porém, foi enviado aos encarregados de educação uma nota, que os mesmos afirmam conter pouca informação, evidenciando que a experiência tem sido um sucesso e que o bilinguismo será uma mais-valia para o ensino e solicitando a autorização para que o educando faça parte desse ensaio. Questionando os gestores sobre a hipótese de haver alguma recusa e qual será o procedimento visto ser apenas uma orientação, ambos remetem a situação para a resolução junto da Delegação do MED em São Vicente.

O NN sabe que as escolas de Chã de Cemitério e António Aurélio Gonçalves já receberam algumas autorizações e os respectivos gestores acreditam que o bilinguismo será aceite, visto que uma boa parte dos encarregados de educação já aceitou. Porém, ainda nem todos assinaram para que se possa iniciar a implementação do bilinguismo no Mindelo e os encarregados de educação contactados pelo NN dizem que o documento peca por ser pouco informativo e parece mais uma obrigação do que uma opção. Sendo assim, aguardam mais esclarecimentos por parte da Delegação do MED.

  1. Carlos Drummond

    “As EBIs António Aurélio Gonçalves e de Chã de Cemitério, em São Vicente, assim como as de Cutelo e Milho Branco, em São Domingos, vão passar a ter uma turma de ensino bilingue, a partir do ano lectivo que agora se inicia.”
    Não estou abalizado para pronunciar sobre as razões que levam os pais a protestarem contra uma diferença de meia hora no horário escolar. Contudo o que estranho é que não haja por parte dos mesmos pais um protesto contra a introdução da falhada experiência bilíngue nessa escola.
    Apesar de não viver em Cabo Verde e baseando em outras experiências estou certo que esta Escola é frequentada na maioria por filhos das classes sociais mais vulneráveis e não filhos dos
    politicos, das elites e das pessoas com certo poder financeiro que estão melhor informadas das consequências negativas da introdução do ensino bilíngue nesta Escola.
    Daqui a alguns anos seremos confrontados com uma turma de alunos com um nível bastante baixo que infelizmente lhes perseguirá pela vida fora enquanto que os filhos de Marciano, Manuel Veiga e comparsas frequentam ou frequentarão as escolas onde o ensino bilíngue nunca será introduzido e portanto com um nível superior.

  2. Andrea Fortes

    “Especialmente para aqueles que ainda duvidam e para aqueles que não foram devidamente informados”

    “E DEPOIS NAO NOS VENHAM DIZER QUE NAO VOS ÁVISAMOS”
    [Alguns anos atras por inspiração demagógica o governo da Ilha Curacao que é um departamento da Holanda mas com uma grande autonomia e governada pelos autóctones decidiu introduzir o papiamento como língua oficial nas escolas publicas substituindo assim a língua holandesa considerada como uma língua de colonizadores e portanto menos valida.
    Entretanto logo no inicio esses mesmos políticos que tudo fizeram para introduzir o papiamento como língua oficial retiraram imediatamente os seus filhos das escolas publicas e colocaram os mesmos nas escolas privadas onde o ensino era ministrado em língua holandesa.
    Passado 5 anos duma experiência que desde do inicio estava condenada ao falhanço chegaram a conclusão que a introdução do papiamento como língua oficial em detrimento da língua holandesa foi um verdadeiro desastre pelo que nao havia outra alternativa senão começar de novo com a “língua nao amada”.
    Nada de novo. Este desastroso resultado como é logico já era de esperar. Os alunos das escolas publicas sofreram um atraso de 5 anos. O fosso entre os alunos filhos das elites que frequentaram as escolas privadas onde a língua oficial era a língua holandesa e os alunos das classes menos favorecidas que frequentaram as escolas publicas onde a lingua oficial era o papiamento foi enorme e estes últimos sofreram um retrocesso de 5 anos.
    Marciano e comparsas que nao sao tao parvos e que sabem perfeitamente quais as nefastas consequencias de oficializar o crioulo deviam ir ate Curacao e inteirarem-se da sua experiência negativa em substituir a “língua nao amada” mas de qualquer forma a mais funcional pelo papiamento]
    Fonte de informacao:
    ELSEVIER N0. 23 de 7 de Junho de 2008.pagina 34 capitulo KONINKRIIJK / NIET DE GELIEFEDE TAAL

  3. Não aceitem. É um truque da Badiulândia. Peçam garantias sobre a futura escrita a ser usada e utilizada nos livros e manuais escolares. Para falar não há problema. E para escrever? E para ler? Em qual livro? Em qual língua materna? A escrita é que interessa. Sem essas garantias, aconselho a não aceitar. Foi assim em 1975 que São Vicente perdeu protagonismo nacional para a Badiulândia. Na altura os políticos de Mindelo e o povo de Mindelo acreditou no desígnio nacional e não pediu garantias ao Governo. Os Mindelenses em Cabo Verde representam quase 25% porcento da população, por isso mais de 25% porcento falam o Sampadjudo. Se colocarmos os Mindelenses no exterior e o criolo de São Vicente são mais de 35%. E se ainda colocarmos as outras línguas do Sampadjudo do Barlavento chega a quase 45% de falantes do criolo Barlaventino. Peçam garantias já sobre a escrita a ser usada nos livros e manuais escolares. Será em Badiu ou Sampadjudo? Ou será nas duas línguas? Se não houver garantias já São Vicente não deve avançar com a experiência. Deve chumbá-la. Não contem com os deputados de São Vicente, manhentos. Já tramaram São Vicente em 1975 e voltarão a fazê-lo de novo em troca de mais um cargo de deputado ou de empresário.

  4. Julio Goto

    …os alupecadores( Markianu net de Podre ,Montrontrapo ,Lela Gons etc etc.) que querem impor o Badiu como lingua oficial estao todos calados ha muito tempo , a TACTICA foi trassada pelos Pro Sao Tiago talves liderado pelo ministro de agricultura Mario Lucio.
    Fora Badiu ….

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