Valdir Gomes: “salvar uma vida é o bem mais precioso do voluntariado”

12/10/2015 08:18 - Modificado em 12/10/2015 08:18
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Valdir Gomes é um voluntário do Centro da Juventude (CJSV) em São Vicente e assegura que salvar uma vida, tirar uma criança de rua e depois vê-la frequentar o centro, é um dos melhores reconhecimentos do seu trabalho.

O momento mais marcante para Valdir foi quando conseguiu resgatar da rua um jovem com uma informação, “visto que ele fazia parte de um gang, consegui recrutá-lo para o CJSV, ou seja, consegui tirá-lo da rua. Hoje, ele trabalha e tem uma vida digna, é uma bênção porque penso que se não fosse o nosso trabalho de consciencialização, se calhar aquele jovem estaria no cemitério ou na cadeia”, assevera Valdir. O mesmo acredita que ser voluntário é ter um espírito divino e é preciso amar, vestir a camisola de humilde todos os dias, colocando-se no lugar dos outros para conseguir ajudar na sensibilização de várias causas, nomeadamente, para o uso do preservativo feminino ou masculino e também sensibilizar contra a gravidez precoce, o consumo do álcool e da droga.

Valdir é um amante da dança e em 2011 foi recrutado para fazer uma formação em animação social como representante do seu grupo de dança no centro e desde então encantou-se com o trabalho realizado no CJSV, “senti que pertencia a este lugar e que poderia dar mais de mim a uma causa, ou seja, ajudar a minha sociedade a desenvolver-se”, diz o voluntário. Este conta no seu currículo com uma experiência internacional, tendo estado 7 meses em Portugal a realizar um voluntariado em dança e diz que, inicialmente, foi o seu incentivo para fazer voluntariado, mas hoje, reconhece que o trabalho realizado no CJSV é superior à ilusão da ida para o estrangeiro como voluntário.

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