Hilário: Amante do gospel que aspira gravar um CD

9/10/2015 07:42 - Modificado em 9/10/2015 07:43
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HilarioHilário nasceu com a melodia no sangue e garante que a música é hereditária, porque o pai já tinha veia de artista. Assim, desde criança, cantar faz parte dos sonhos e, até hoje, está na luta para gravar o seu 1º álbum e pretende preenchê-lo com um pouco de todos os estilos musicais e criar o seu estilo musical que já tem influência do hip hop, jazz e gospel. Hilário acrescenta que já tem algumas composições e não está à espera de um número exacto de músicas, mas sim está a reunir as condições ideias para gravar.

O cantor mindelense diz que sempre teve alguma facilidade em aprender a tocar as músicas mas, aos 16 anos, foi quando começou a levar a música a sério, isto quando formou a sua primeira banda T3, cujo nome surgiu da ironia, visto que “onde nós ensaiávamos era menor que um T0, mas cabiam todos os membros por amor à música”. Hilário conta que a banda terminou devido à emigração de alguns membros, mas continuou o percurso no mundo da música e diz que foi apresentado ao público pela cantora Daisy Pinto e também fez uma excelente parceria com o cantor Lizender após a participação no concurso Talentu Strela. A partir de então, começou a tocar nalguns lugares no Mindelo, mas depois viajou para a ilha da Boa Vista, porque nesta ilha era bem remunerado e começou a ser semiprofissional.

Hilário conta que “na ilha das Dunas aprendi com o Jorge Almeida a ser rigoroso com o meu trabalho, aprendi a ser pontual nos toques que fazia, assim como o hábito do ensaio era encarado com seriedade e com disciplina”. Tive aulas de canto com Patrick que se tornou num dos meus ídolos: “cheguei a vê-lo cantar uma sinfonia de Mozart só voz e guitarra e fiquei admirado”. O cantor acrescenta que o rigor ajudou-o a melhorar como cantor e a exigir de si mais do que tinha para dar, para que pudesse alcançar os seus objectivos no mundo da música, que é ser reconhecido pelo trabalho.

O cantor estreou-se nos palcos da capital e revela que teve o apoio dos amigos músicos. Acrescenta que a fuga dos cantores e instrumentistas para a cidade da Praia deve-se ao melhor mercado musical, uma vez que são melhores remunerados e existem mais espaços para tocarem, mas Hilário acrescenta que também a música ao vivo é mais valorizada, visto que na capital apreciam e, hoje em dia no Mindelo esta apreciação pelos shows está a diminuir. Todavia, Hilário esclarece que a ilha do Monte Cara é o seu “xodó”, ou seja, o carinho é enorme pela sua terra natal assim como a grande ligação que tem com os elementos da sua banda em SV e que, por enquanto, ainda não foi baptizada. Hilário afirma que está a aperfeiçoar a sua técnica musical e está a ter aulas com o professor e Pastor Ná, isto porque “quero aprender coisas novas na música e também para poder fazer composições com melhor qualidade”. No Mindelo têm aparecido oportunidades para cantar e agradece a todos os que o têm apoiado.

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