Barragem de Banca Furada: Sara Lopes lavas mãos e remete o “desaparecimento” da água ao MDR

7/10/2015 08:04 - Modificado em 7/10/2015 08:04

barragem snA água na barragem de Banca Furada em São Nicolau “desapareceu” e a Ministra das Infraestruturas e dos Recursos Marinhos, Sara Lopes, lava as mãos  e remete o assunto para o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR). Por outro lado, o Administrador da empresa responsável pela fiscalização da obra, Joaquim Policarpo, assegura que não se trata de um desaparecimento, mas sim de uma não retenção da água.

Sara Lopes afirma que o seu Ministério não é responsável pela construção das barragens, uma vez que a lei do orçamento atribui essa responsabilidade diretamente ao Ministério do Desenvolvimento Rural que tem contado com o aconselhamento técnico do Laboratório de Engenharia Civil (LEC), isto de acordo com a Inforpress. Ainda a Ministra das Infraestruturas e dos Recursos Marinhos assegura que o MDR está a analisar o “desaparecimento” da água da barragem da Banca Furada e que brevemente deverá reagir publicamente.

Por outro lado, o Engenheiro Joaquim Policarpo diz à RCV que não se trata de um desaparecimento da água das chuvas que a barragem recebeu no dia 01 de Outubro, mas sim de uma não retenção e acrescenta que “dizer que a barragem está a perder água não é um facto, o que acontece é que a mesma não está a reter água, são duas coisas diferentes”. Joaquim Policarpo explica ainda que “a água das chuvas não foi retida por muito tempo, portanto, infiltrou-se no solo da albufeira. Evidentemente que é uma situação que será analisada, mas poderá estar relacionada com a matriz geológica do leito da albufeira”. Contudo, o mesmo afirma que já estava prevista uma visita de uma equipa de avaliação para a próxima semana devido a outros motivos mas, com a não retenção da água na barragem da Banca Furada, a mesma irá fazer a sua apreciação e buscar soluções. Enquanto isso, vê-se “retido” o investimento de cerca de 700 mil contos, valor financiado ao Governo de Cabo Verde através do Programa de Linha de Crédito Português, assim como os benefícios que poderiam gerar aos agricultores que tinham vindo a reclamar pela falta de chuvas na ilha do Chiquinho, visto que a perspetiva é ajudar cerca de 200 agricultores.

O NN contatou a delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural em São Nicolau e também enviou um e-mail ao MDR com sede na cidade da Praia e, até ao fecho desta emissão, não houve retorno aos nossos contatos.

  1. antónio dos santos

    Desapareceu ou não desapareceu a Agua? Responde o Eng.º do Laboratório de Engenharia Civil: NÃO DESAPARECEU, PERDEU-SE! Como assim, pergunta a Jornalista! Responde o especialista de solos: FOI ENGOLIDO PELO SOLO! Como assim, pergunta a jornalista incrédulo, perante a resposta do especialista em solos que, em tese, fez os Estudos preliimares para se saber a natureza do solo onde iria ser implantada a Barragem! Responde o Eng.º especialista: Bom, dizer que a barragem está a perder agua NÃO é um facto, o que acontece é que a mesma não está a reter a agua”!…Bô ti tá dá em doid? Ou bô crê sacudi bô fralda? Diz no fim o jornalista. Doido fiquei eu, com leitura da peça a peça! Assim vai Cabo Verde.

  2. o nome fala por si

    O nome diz tudo e a empreza construtora não fugiu as regras “BANCA FURADA” – “BARRAGEM FURADA”

  3. Carlos Drummond

    “dizer que a barragem está a perder água não é um facto, o que acontece é que a mesma não está a reter água, são duas coisas diferentes”
    Para uma população que infelizmente deixou de pensar com a sua própria cabeça bastante difícil de decifrar esta diferença que talvez para Joaquim Policarpo é tão clara como água.
    Contudo a pergunta é se se pode controlar a autenticidade dos diplomas dos responsáveis por estas obras pois hoje através da Internet qualquer semi analfabeto pode conseguir um diploma, desde que ausente por algum tempo fora do País.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.