Universidade Lusófona: Professores pagam dívidas dos alunos para puderem receber salários

7/10/2015 07:58 - Modificado em 7/10/2015 07:58

lusofonaO ano lectivo 2014/15 foi complicado para os professores da Universidade Lusófona que tiveram problemas com o pagamento dos salários. Até mesmo a questão da greve foi equacionada. E, nesse meio tempo, as notas foram congeladas porque os professores não recebiam os salários. Num outro ponto, as universidades reclamam pelo não pagamento das propinas por parte dos alunos que criam alguns problemas e tomam medidas para fazer com que estes paguem as propinas.

No passado ano lectivo, os professores da Universidade Lusófona foram os que mais tinta fizeram correr por causa do problema vivido na instituição. Com salários em atraso e que não tinham forma de receber, resolveram “matar três coelhos com uma só cajadada”.

Em conversas com João Valentim, professor da Lusófona  este  explica como resolveram chegar a um acordo com a universidade. Já que a universidade tem dificuldades em pagar os salários, um grupo de sete professores decidiu dar parte da dívida  que  a Lusófona tinha com eles   para o pagamento das propinas dos alunos em falta.

Dos  seiscentos e trinta e quatro contos  de dívida, os  sete professores resolveram dar 49, 1 por cento da dívida, cerca de trezentos e quatro contos, para pagamento das propinas de alunos em atraso. Como requisito, os alunos beneficiados  não devem estar empregados ou não devem ter nenhuma empresa que lhes auxilie  e devem ter assistido às aulas no segundo semestre, para que possam ter elementos de avaliação.

Com esta solução,  o professor Valentim explica que a instituição pagou em parte os salários e recebeu parte das propinas em dívida e também não congelou as notas dos alunos nas pautas.

Apesar da atitude destes professores,  a Universidade Lusófona continua ainda a dívida para com eles. Uma dívida que ronda os trezentos contos. Revela que ainda não sabe quando é que vai ser paga a outra parte da dívida, mas diz que “já deixou de dever quase metade do montante”.

  1. pedro

    Pouca vergonha desta instituição com letra minúscula…
    Enquanto que os cabeçudos tem os seus salários regularizados os outros que se lixem.

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