Ministro russo chama Madonna de “p* velha”

12/08/2012 19:07 - Modificado em 12/08/2012 19:07
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O vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin, usou a rede social Twitter para insultar a cantora norte-americana Madonna de “puta velha” por se ter atrevido a dar “lições de moral” e pedir que as cantoras do grupo “punk” Pussy Riot sejam libertadas.

 

“Com a idade, toda a p* velha tende a dar lições de moral a todo o mundo. Em particular, nas suas viagens pelo estrangeiro”, escreveu Rogozin, que apenas teve algum pudor em escrever o insulto por extenso, utilizando o asterisco.

“Retire a cruz ou então use umas calcinhas”, disse ainda o antigo embaixador da Rússia junto à OTAN, conhecido pelas suas observações mordazes.

Durante o primeiro espectáculo em Moscovo, na terça-feira, a cantora norte-americana afirmou rezar pela libertação das três cantoras do grupo Pussy Riot, em prisão preventiva há cinco meses e que arriscam três anos de prisão por terem cantado, em fevereiro, uma canção anti-Putin na catedral do Cristo Salvador, em Moscovo.

No seu segundo concerto, quinta-feira, em São Petersburgo, Madonna vai dar o seu apoio aos militantes da causa homossexual. A cantora anunciou na sua página do Facebook que serão distribuídas braceletes cor-de-rosa “a todos os que queiram apoiar a comunidade LGBT (lésbica, gay, bi e transexual)”.

“A bracelete vai fazer parte do espectáculo, estejam prontos para levantar o braço como sinal de apoio” à causa homossexual, pediu Madonna na rede social Facebook.

Uma lei adoptada em fevereiro em São Petersburgo pune os autores de todo o “acto público” que faça a promoção da homossexualidade e da pedofilia. A lei foi contestada pelos defensores das liberdades por fazer uma amálgama entre homossexualidade e pedofilia.

O autor da nova legislação, um deputado local do partido no poder Rússia Unida, Vitali Milonov, ameaçou Madonna de perseguições caso ela demonstre o seu apoio aos homossexuais durante o concerto no Palácio dos Desportos de São Petersburgo.

“Nesse caso, serão tomadas medidas para a abertura de um inquérito administrativo e ela terá de responder por violação da lei”, disse à agência France Presse (AFP) o porta-voz do deputado, que se encontra fora do país.

“Vitali Milonov mantém a sua posição de que não é preciso que venham impor à Rússia os valores ocidentais que Madonna promove”, referiu.

Militantes homossexuais russos também criticaram Madonna por julgarem o seu apoio insuficiente e anunciaram uma manifestação à frente da sala de concertos de São Petersburgo.

“Não basta dizer algumas palavras a favor dos homossexuais entre duas canções durante um concerto. Se uma pessoa se apresenta como defensora dos direitos do homem, precisa de fazer algo de mais sério”, disse à AFP um líder local da organização Gay Rússia, Iouri Gavrikov.

Aquele líder acusou a cantora pop de “hipocrisia” e defendeu que Madonna deveria ter “anulados os seus concertos” na Rússia depois da entrada em vigor, em Fevereiro, em São Petersburgo, da legislação considerada “homofóbica”.

Por outro lado, os militantes de uma associação ortodoxa anunciaram a realização de uma manifestação para dizerem “não ao sacrilégio” de Madonna, denunciando os atentados à religião nos concertos da cantora.

Em Moscovo, um grupo de cristãos ortodoxos radicais queimaram um poster de Madonna como forma de protesto contra as intenções “blasfematórias” da cantora após o seu apoio às jovens do grupo Pussy Riot.

 

 

 

 

 

dn.pt

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