“Rotcha Nú”: Moradores reclamam do lixo proveniente do monte “Gute”

29/09/2015 07:53 - Modificado em 29/09/2015 08:06

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O monte conhecido popularmente por “Gute” é um local onde muitas pessoas depositam o lixo doméstico. Os moradores da zona de “Rotcha Nú“ e arredores têm vindo a sofrer com a quantidade de lixo proveniente da ribeira. Os entrevistados dizem-se indignados com a quantidade de lixo que entra nas suas residências. Os moradores apelam pela intervenção das autoridades.

O monte conhecido vulgarmente por “Gute” é um local onde é depositado muito lixo doméstico. O hábito de depositar lixo no local é uma tradição muito antiga, pois nos arredores do monte não havia construções.

Há alguns anos que os arredores do monte têm sido conquistados por um número considerável de habitações. Ainda assim, o lixo continua a ser depositado no local, tornando-se num dos maiores problemas para os que ali residem. Apesar de haver um contentor para depositar o lixo, os residentes da zona de “Rotcha Nú” reclamam da quantidade de lixo que entra nas suas casas.

A nossa reportagem foi visitar o local e constatámos uma situação de autêntica sujeira junto das residências, uma realidade que para os moradores se tornou “insustentável”. A quantidade de lixo é tanta que os moradores resolveram queimar o lixo para minimizarem a situação.

Na verdade, nem todos os moradores têm o hábito de deitar o lixo dentro do único contentor que ali existe. Há uma grande quantidade de lixo que é deixada no chão e é levada pelo vento e depositada nos quintais das residências mais próximas.

É o caso de António Ricardo em que a parte traseira da sua residência se tornou num autêntico depósito do lixo. O pior é que dentro da sua residência há um pequeno bar.

Questionado sobre a situação, o entrevistado diz que convive com a realidade há muitos anos e que nunca encontraram uma solução para sanar o problema. Apesar de existir um contentor, muitas pessoas preferem deixar o lixo no chão.

O mesmo coloca a questão da localização do contentor, uma vez que este se encontra na parte mais alta pelo que as pessoas, “por preguiça”, têm dificuldades em chegar até lá para depositarem o lixo.

O caso mais grave é o da casa da Arilene Pires que fica situada mesmo na encosta. A residência está completamente cercada por todo o tipo de lixo. Para minimizar a situação, os pais são obrigados a desembolsar dinheiro para a recolha e a queima do lixo.

Questionada sobre as soluções para o problema, a jovem diz que apesar das reclamações dos moradores, nunca chegaram a levar o problema à Câmara Municipal.

Para a entrevistada, a situação é ainda mais complicada quando o vento sopra com maior intensidade e ainda na época das chuvas, onde o mau cheiro e a quantidade de mosquitos são insuportáveis. Para a entrevistada, apenas um contentor é insuficiente para a quantidade de lixo produzida.

De acordo com as informações dos moradores, a recolha do lixo é feita uma vez por semana, daí exigirem uma recolha com maior frequência no sentido de minimizarem a situação. Os entrevistados apelam pela colaboração de todos os moradores e solicitam a intervenção da Câmara Municipal de São Vicente.

  1. mnin d' zona

    Na zona existe a associação intaentas que deve tomar pulso a situação para que juntos das autoridades competentes encontrar a solução; Muito embora temos que ter as nossas próprias iniciativas e não esperar pelas autoridades.

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