Falta de manuais do 4º e 6º ano preocupam professores, pais e alunos

25/09/2015 08:11 - Modificado em 25/09/2015 08:11

livros-escolaresApós duas semanas do início das aulas, os alunos do 4º e do 6º ano ainda vão à escola sem os manuais. Nenhuma das livrarias de São Vicente dispõe desses manuais. Uma situação que se repete todos os anos trazendo preocupação para os professores, pais, encarregados de educação e alunos.

Todos os anos é a mesma ladainha nas livrarias de São Vicente: “não há manuais, porque o Ministério até agora não os disponibilizou”. Uma situação que tem vindo a preocupar os professores, pais, encarregados de educação e alunos do 4º e 6º ano.
A promessa do Delegado de Educação de São Vicente caiu por terra, pois antes do início do ano lectivo garantiu que todos os manuais estariam disponíveis nos locais de venda.
Pais, encarregados de educação e professores dizem-se preocupados com a situação e já se mostram inquietos. Samira é professora e mãe e diz sentir-se indignada com a falta dos manuais. Antes do início do ano lectivo, a entrevistada já se encontrava à procura dos manuais para o seu filho que estuda, este ano, o 6º ano. Após duas semanas do início das aulas, os manuais não se encontram disponíveis.
Samira diz ser uma situação “bastante difícil” para os professores e com repercussão na aprendizagem dos alunos. A mesma diz que no ano lectivo anterior, os professores do 3º ano foram obrigados a trabalhar sem os manuais e a experiência não contribuiu para uma boa aprendizagem, porque nem todos os pais tiveram disponibilidade para as cópias, uma vez que a cópia dos manuais fica mais cara do que os próprios livros.
À porta da Livraria Terra Nova encontrámos Andreia que saía descontente ao saber que não havia os livros do 4º ano. A encarregada de educação que reside na zona de Salamansa diz ter-se deslocado inúmeras vezes à cidade à procura dos manuais e a resposta é sempre a mesma: “não há manuais, porque o Ministério até agora não os disponibilizou”.
Amélia avança que a falta dos livros poderiam ser perdoada ainda no ano lectivo anterior e que tiveram tempo suficiente para sanar o problema. A entrevistada reconhece os benefícios da edição dos manuais em Cabo Verde, “mas poderiam ser muito mais eficientes na prestação do serviço, uma vez que desde o ano passado que os manuais estão editados e impressos em Cabo Verde”.
Enquanto existir a falta dos manuais, professores e alunos vão ter de se desenrascar e os pais terão de aguardar e suportar as consequências.

  1. SN

    enquanto estivermos a depender da PRAIA, as coisas serao sempre assim, sao os manuais, que pelos vistos ja virou moda, mudam o horario das aulas e nao comunicam a tempo… e outros mais… s. vicente esta a ser colonizada… é melhor prestarmos atençao e sairmos desta pasmaceira…

  2. Ouvi dizer que a maioria dos professores que anda a reclamar dos manuais, está contente com a situação, porque assim ficam na direcção das respectivas escolas, a passar o tempo no facebook, matando a hora. Falta de criatividade. Será que os equipamentos “Mundo Novo”, disponíveis nas escolas não servem para fazer pesquisas e quiçá, encontrar algo que os manuais trazem, até que o problema se resolve?

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