Futebol Feminino: Falta de patrocínios compromete a entrega dos troféus

24/09/2015 08:06 - Modificado em 24/09/2015 08:06
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Laís Spencer, jogadora do Mindelense, ainda não recebeu o troféu de melhor jogadora do campeonato de futebol feminino de 2015 assim como a equipa vencedora não recebeu os referidos prémios. Laís considera que o futebol feminino é alvo de discriminação e que as atletas são penalizadas. Porém, o Presidente da Associação Regional de Futebol de São Vicente (ARFSV), Gastão Alves, refuta que não se trata de discriminação, mas sim de falta de patrocínios e, devido a isso, é necessária muita matemática para levar a cabo o plano de actividades anuais sem fundos.

Laís Spencer, para além de denunciar os constrangimentos no futebol feminino no que toca ao “direito” de receber os respectivos troféus do campeonato, adianta ainda que “não temos campo para treinar e, na maioria das vezes, estão ocupados pela velha guarda e nós que temos que nos preparar para uma competição, não temos condições para o fazer”. Neste ponto, Gastão Alves recorda que, “infelizmente, é um handicap que a ARFSV tem porque não faz a gestão dos campos. Esta é feita pela CMSV que tem um gestor para o efeito”. Laís acrescenta que é uma pena que o futebol feminino não seja valorizado e justifica que há bons talentos no futebol de “saltos altos” que deveriam ser aproveitados. Em suma, a jogadora sonha que o futebol feminino tenha as oportunidades que os outros desportos têm.

Por seu lado, o Presidente da ARFSV assegura que não há discriminação pelo fato de serem mulheres a jogarem e garante que “esta palavra não consta do meu dicionário”. Ainda relembra que a associação tem um plano de actividades anuais que requerer matemática para levá-las a cabo sem fundos e com poucos patrocínios. Desta forma, conforme os apoios, é feita a entrega dos troféus dos campeões e Gastão Alves afirma que “devido a esta situação, ainda não entregámos os troféus ao campeão da 2ª divisão (Farense), ao melhor marcador da 1ª e 2ª divisão, à equipa campeã do futebol feminino (Benz Táxi). Felizmente conseguimos, nesta semana, alguns troféus que iremos entregar em breve”.

No que respeita à desvalorização, Gastão Alves, afirma que acontece com todas as categorias e concorda que deveria haver mais apoios, “mas isso ultrapassa-nos. Nós levamos o compromisso que assumimos a sério senão estaríamos a fazer outra coisa”, frisa o Presidente da ARFSV. O mesmo adianta que as dificuldades devem-se à falta de verbas para se cumprir o plano de actividades anualmente proposto e relembra que não há receitas uma vez que nos jogos realizados semanalmente as despesas são superiores às receitas. Gastão Alves conclui que, “infelizmente, as pessoas esquecem-se que trabalhamos em forma de voluntariado e tentamos dar o nosso melhor porque amamos o futebol, só que há uma falta enorme de consideração pelo esforço”.

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