Djunta Mon para a criação de um banco de recursos

23/09/2015 07:30 - Modificado em 28/09/2015 11:13
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parcerias1Alveno Soares é o promotor da iniciativa para a criação de um banco de recursos em São Vicente. No último fim-de-semana teve a sua primeira acção com a entrega de materiais escolares a cinco associações de cariz social em São Vicente. A iniciativa partiu quando numa conversa de café surgiu a oportunidade de uma equipa estrangeira apoiar com alguns equipamentos. E o pensamento “se lá fora as pessoas querem ajudar, nós aqui também podemos fazer alguma coisa”. Associando pessoas que querem ajudar, começou a desenvolver a ideia.

“A ideia é que seja um banco de recursos e que consigamos recolher tudo e mais alguma coisa, seja materiais desportivos ou escolares”, explica. Conseguidos estes materiais, depois é sair para o terreno, analisar as necessidades e entregar às pessoas. Por isso, conta com a participação de todos e é neste sentido que o projecto se intitula “Djunta Mon”, com todos a ajudar, principalmente a sociedade civil.

O objectivo é que o banco fique aberto durante o ano inteiro, desmistificando a ideia de ajudar apenas nas datas comemorativas como tem acontecido. “Prolongar ao longo do ano: no início de todo o ano lectivo todas as pessoas ajudam, mas durante o ano não há sustentabilidade. As crianças usam mais materiais durante o ano do que no início”, explica. Neste sentido, a campanha estará aberta até finais de Maio.

Assim, haverá um armazém para concentrar as ajudas. Mas um dos propósitos é criar uma dinâmica: “ir recebendo e entregando a quem precisa”. Parte da teoria que as pessoas que ajudam querem ver os materiais ou géneros bem entregues. E criando esta dinâmica, parte do princípio que estarão mais propícios a ajudar novamente e a incentivar outros a ajudar.

“Trazer a sociedade civil e mostrar que nós somos responsáveis e não ter de passar por um trabalho só do Governo. Se dermos um pouco do que temos vai ajudar muito. Quero despertar a sociedade civil a fazer a sua parte”. Como explica Alveno, este é um outro aspecto que pretende desenvolver no projecto.

Questionado sobre as necessidades das pessoas na ilha garante que são “imensas”, principalmente no período em que vivemos. “Mas também há um pouco de desacreditação por parte das associações que apoiam. Então a recuperar esta credibilidade. Mostrar que há pessoas que precisam e que precisamos de dar o que as pessoas necessitam, mas exigir das pessoas uma outra participação”.

Neste sentido, a promessa chama-se “Djunta Mon”. Criar a dinâmica referida e sensibilizar para mostrar às pessoas que há muita carência e miséria. Por isso, qualquer ajuda é bem-vinda. O banco, neste momento, está a funcionar no Centro da Juventude. E quem tem ajuda e não tem forma para entregar, assegura que vão onde quer que seja para irem buscar as ajudas destinadas ao banco. Ao que parece, já começou a dar os seus frutos com pessoas a contactarem para ajudar. Mas espera que mais pessoas possam ajudar para suprirem às necessidades de muitos que passam por dificuldades na ilha.

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