Mindelact: Esperança que o Festival possa continuar

21/09/2015 18:24 - Modificado em 21/09/2015 18:24
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teatro3Arrancou mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Mindelact, um dos mais  prestigiados de África. Nesta 21ª edição  fica o fantasma de que pode ser a última segundo o Presidente do Mindelact, Daniel Monteiro. Isto devido as dificuldades financeiras que a associação tem passado para a realização do certame. “Queremos  continuar a trazer espectáculos de qualidade, mas esperamos que os gestores possam abraçar os projectos culturais de forma que os promotores possam  a viver sem sufoco”, como apelou o presidente da associação durante a abertura.

O Director Nacional das Artes, João Paulo Brito, sugeriu que se deve  pensar festival no seu modelo de sustentabilidade. Numa nota da assessora  do festival diz que o este  esteve para não acontecer, mas contrariando as probabilidades, esta edição acabou por se  concretizar.

Noticia que preocupa os amantes do teatro, e não só, pela possibilidade de a ilha ficar  sem um dos seus momentos artísticos mais emblemáticos. O Mindelact já é acarinhado pelo público mindelenses que espera a sua continuidade.

Maria Santos é uma dos que fez o Mindelact a sua actividade de eleição. Confessa que todos os anos compra o pacote completo para ver todos os espectáculos. E não consegue imaginar ficar sem o festival. “Não seria bom para São Vicente como cidade cultural, mas também  seria perder um grande festival reconhecido a nível mundial”.

O festival de teatro é marca da ilha que as pessoas não querem perder e esperam que as autoridades possam tudo  fazer para mantê-lo “para mais e mais edições”. Nas redes sociais muitos já mostram a sua preocupação e manifestam o seu apoio ao festival para que as autoridades possam continuar a apostar na sua continuidade.

Garantida a continuação dos espectáculos, esta segunda-feira sob ao palco principal o espectáculo “O Preço do Fato”, do grupo Pitabel de Angola. A montagem deste trabalho resulta de uma pesquisa feita no seio dos bacongos, enquanto grupo etnolinguístico que envolve as províncias do Uíge, Zaire, Bengo e Luanda que conformam a região norte de Angola.Este trabalho se desenrola no contexto tradicional dos Bacongos, povos do norte de Angola, muito arreigado as suas tradições que, num contacto com o modernismo choca criando um conflito entre o tradicional e o moderno, o antigo e o novo.

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