Escola António Aurélio Gonçalves: pais manifestam-se contra novo horário

19/09/2015 01:19 - Modificado em 19/09/2015 01:19

escolas-particularesAlguns pais dos alunos da Escola António Aurélio Gonçalves, São Vicente , manifestaram o desagrado com a alteração do horário  de entrada do turno de tarde que passa das 13:30h para às 13h.

Adriano Cruz, porta-voz dos encarregados de educação, assegura que contactaram o gestor da escola para exporem o constrangimento que o novo horário acarreta para os alunos e para os pais. Diz  que o responsável  remeteu o assunto para Delegação do Ministério de Educação em São Vicente. Contudo fica claro que os pais pretendem recorrer a todas as medidas para que o assunto seja resolvido, inclusive ponderam “boicotar” as aulas.

NN contactou o gestor, Elias Pachinho, este assegura que são medidas do Ministério da Educação e remeteu-nos para a Delegação em São Vicente. Esta por sua vez, através de uma secretária diz que o delegado, Anildo Monteiro está com a agenda cheia e na terça-feira deverá haver uma audiência para tratar desse assunto.

  1. Carlos Drummond

    “As EBIs António Aurélio Gonçalves e de Chã de Cemitério, em São Vicente, assim como as de Cutelo Branco e Milho Branco, em São Domingos, vão passar a ter uma turma de ensino bilingue, a partir do ano lectivo que agora se inicia.”
    Não estou abalizado para pronunciar sobre as razões que levam os pais a protestarem contra uma diferença de meia hora no horário escolar. Contudo o que estranho é que não haja por parte dos mesmos pais um protesto contra a introdução da falhada experiência bilíngue nessa escola.
    Apesar de não viver em Cabo Verde e baseando em outras experiências estou certo que esta Escola é frequentada na maioria por filhos das classes sociais mais vulneráveis e não filhos dos
    politicos, das elites e das pessoas com certo poder financeiro que estão melhor informadas das consequências negativas da introdução do ensino bilíngue nesta Escola.
    Daqui a alguns anos seremos confrontados com uma turma de alunos com um nível bastante baixo que infelizmente lhes perseguirá pela vida fora enquanto que os filhos de Marciano, Manuel Veiga e comparsas frequentam ou frequentarão as escolas onde o ensino bilíngue nunca será introduzido e portanto com um nível superior.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.