Mais um ano lectivo que começa sem a Escola Nova da Praça Nova

11/09/2015 08:17 - Modificado em 11/09/2015 08:17

Escola Nova (3)A obra da Escola da Praça Nova está paralisada, mas o Delegado Escolar de São Vicente garante que até ao final do ano lectivo estará concluída, pois há verba disponível.

Depois  do descaso e do abandono da Escola Nova, uma das mais antigas escolas da ilha de São Vicente, parece, repetimos, parece que as obras vão ficar concluídas antes do fim do ano lectivo. Foram vários os pedidos de intervenção por parte de funcionários, professores e antigos alunos e ainda inúmeros alertas feitos na comunicação social.

A escola teve problemas como a degradação dos espaços e de salubridade. Como se isso não bastasse, o edifício foi várias vezes vítima de actos de vandalismo. Dada a situação, os alunos foram transferidos para a Escola Aurélio Gonçalves.

Reconhecendo o problema e atendendo às reivindicações, as obras de recuperação da Escola Nova em São Vicente iniciaram em Setembro do ano passado, no entanto, a obra está parada há já algum tempo.

Desta feita, os motivos não são a falta de verbas. O montante destinado à requalificação do edifício foi disponibilizado pelo Ministério da Educação, adjudicando a obra a uma empresa cujo empreiteiro não cumpriu com a sua parte, daí a paralisação das obras.

Em declarações à RCV, Anildo Monteiro, Delegado do Ministério da Educação de São Vicente avançou que o problema da paralisação das obras é consequência da falta de cumprimento por parte do empreiteiro. E para ultrapassar esse problema, foi lançado um novo concurso para se fazer uma nova adjudicação das obras. Por isso, Anildo Monteiro garante que “o problema do atraso na conclusão das obras da Escola da Praça Nova não foi por falta de dinheiro”. Apesar disso, o Delegado entende que a Escola da Praça Nova estará pronta ainda antes do final do ano lectivo.

A Escola da Praça Nova foi construída no período colonial e foi tida como um espaço emblemático e uma das melhores escolas primárias do país.

  1. Vendo esta escola nesta posição, sinto muitas saudades do antigo escola de Rei, onde fiz a minha instrução primária até 4ª classe, lembro da minha Professora, e meus colegas de turma, foi bons tempos vividos aqui.

  2. LCI

    A obra foi paralisada com o consentimento do Dono da Obra, e, o motivo alegado foi a alteração ao projeto por falta de estabilidade das paredes existentes. O Dono da Obra inclusive solicitou ao empreiteiro a contabilização dos prejuízos durante este período de imobilização. Contratualmente o Dono da Obra é o responsável pelo novo projecto.

  3. Manuel M. Fernandes

    Esta é uma GRANDE POUCA VERGONHA e um atentado à dignidade cultural de S. Vicente. Um edificio marcante na vida social e cultural da ilha que se encontra nesta situação há mais de um ano, em plena cidade do Mindelo, que supostamente entrou em obras para ser concluído em meses, é agredir, humilhar e sujar a história deste edificio que formou várias gerações de homens e mulheres que contribuiram para edificar um Estado Livre e democrática. Está aí uma das razões fortes para tomarmos o destino da nossa ilha- Regionalizando-a e, assim, podermos cuidar e acarinhar o nosso Património histórico que é rico e se encontra abandonado.

  4. HELDER DO SAL

    sinto muito por essa escola, passei por la aos meus dez anos somente na quarta classe vindo do Sal. tenho boas recordacoes dela e dos amigos que la fiz. Era totalmente diferente de onde vinha, nessa idade Ela me parecia um Classico. Espero Soncente conseguir dias melhores e tomar conta do belo que faz Mindelo a Cidadde mais linda de Cabo Verde. abracos USA

  5. Eduardo Oliveira

    Impossivel haver coisa igual num pais de médio desenvolvimento. Mas, como podeis constatar, existe onde prevalece o ôdio, a incivilização e a burrice.

  6. Irondina Gomes

    Senhor Director,
    Podia desenvolver o que penso sobre esta matéria mas não o faço pois a minha fé neste jornal caiu como um castelo de cartas.

  7. José Lopes

    Já estamos habituados com esta situação. Esta ilha hoje rima com a desconsideração. Como Manuel M. Fernandes que venha a Regionalização para pôr os burocratas da Praia e os donos disto tudo na linha

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