Casas de tambor: um barril de pólvora na periferia

9/09/2015 08:10 - Modificado em 9/09/2015 08:10

casa tamborEnquanto se fala em tempestades e furacões com os serviços de meteorologia a preverem um agravamento do tempo em todo o arquipélago com ventos fortes e chuvas, as casas de tambor nas encostas de São Vicente continuam a crescer. As autoridades afirmam que esse tipo de construção é o principal problema que a ilha de São Vicente enfrenta em caso de uma tempestade.

Só que de ano para ano, o número de casas de tambor aumenta. O que significa o aumento dos problemas e a constatação que, em caso de catástrofe, não há nada a fazer. Os moradores dessas casas têm consciência dessa situação. Kula de Monte Sossego, diz que não sabe o que aconteceria se o furacão Fred atingisse a sua zona com a mesma força que atingiu muitas zonas no Sal, Boavista e São Nicolau. Não sabe, mas imagina o que aconteceria às casas que se erguem nas encostas de Monte Sossego. Celeste agradece a Deus na certeza que se “Ele não tivesse intercedido já não tinha casa de tambor”. Ela e os outros que construíram nas encostas da cidade do Mindelo.

A edilidade há muito tempo perdeu a batalha contra as construções clandestinas e os bairros de lata. A periferia do Mindelo foi abraçada por uma corrente de casas de tambor que nascem como cogumelos com todos os problemas urbanísticos e sociais que isso acarreta. Mas esquece-se das condições de segurança. Os bombeiros há muito que chamam a atenção para o que pode acontecer nas zonas das casas de tambor em caso de uma tempestade. Porque em caso de incêndio já se sabe: não conseguem chegar aos locais e não têm como combater o fogo nessas circunstâncias. As autoridades locais estão resignadas, as autoridades nacionais assobiam para o lado num jogo de empurra responsabilidades.

Os bombeiros afirmam que “não dispõem de equipamentos necessários para acudirem a população. As condições são fracas ou nulas em caso de catástrofe”. A população reza na esperança que as ondas tropicais, os furacões continuem a cair no Atlântico longe das suas casas de tambor.

  1. Mas entretanto, as autoridades estão dando-lhes maior atenção nas canalizações de água do Projecto MCA, enquanto na mesma zona há casas com mais urbanização e legalmente feitas de betão não foram beneficiadas: trata-se da zona da Ribeirinha mais concretamente chamado lombo de cruzinha, fizeram marcação de água nessa zona e esqueceram desta zona. Os moradores protestaram através de um abaixo assinado e a Empresa executora nem fumo nem mandóde.

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