Pais encarregados de educação preocupados com despesas do novo ano lectivo

31/08/2015 02:26 - Modificado em 31/08/2015 02:26

material escolarInicia já no próximo dia 14 de Setembro mais um novo ano lectivo. As despesas do ano escolar são acrescidas para muitos pais e encarregados de educação que sofrem com as consequências do desemprego e do trabalho precário. Sem recursos para arcarem com as despesas, vários pais recorrem a instituições e pessoas individuais para solicitarem ajuda. Infelizmente, muitos ficam apenas na esperança.

As dificuldades são muitas e, cada dia que passa, a situação tende a piorar, sobretudo para as famílias desfavorecidas. Muitos pais e encarregados de educação querem ver os próprios filhos na escola, mas nem todos conseguem suportar as despesas dos estudos.

A situação é vivida por diferentes famílias com fracos rendimentos. Muitos alunos até ficam impedidos de estudar devido à falta de condições financeiras. Para minimizar o problema, pais e encarregados de educação recorrem a diferentes instituições, congregações religiosas, amigos e familiares a fim de solicitarem apoio.

É o caso da família de Leonardo, estudante do 11º ano. Lenilda, mãe do estudante considera “preocupante” a realidade em que vive com os seus três filhos. Empregada doméstica e com três filhos estudantes, sente-se desesperada e viu-se obrigada a recorrer a uma instituição religiosa para pedir apoio. Ao contrário de muitas famílias, o pedido de Lenilda foi atendido e agora sente-se satisfeita.

Infelizmente, nem todos têm a mesma sorte. Samira Coronel é mãe solteira e encontra-se desempregada com dois filhos no ensino secundário. Diz ter solicitado apoio a várias instituições e empresas, mas até agora não obteve qualquer resposta.

Sem outras opções e na esperança de resolver o problema, a encarregada diz ter solicitado apoio a familiares e amigos. Por enquanto, os filhos continuam a aguardar que o pedido seja acolhido.

Situação quase idêntica é a do estudante Anderson, 11º ano. Os familiares não dispõem de meios financeiros. Sem outra saída, a mãe concluiu que as condições não permitem que o filho continue os estudos.

Face à situação, o estudante viu-se obrigado a trabalhar durante as férias para poder comprar os materiais escolares. Quanto ao pagamento das propinas, Anderson diz ter solicitado ajuda ao tio que reside em França.

  1. Carlos Fortes

    É apenas sintomático que não leio aqui e não só, nenhum pai preocupado com a situação dos filhos. Uma maioria bastante significativa dos pais cabo-verdianos está simplesmente ausente e quando presente apenas preocupada e obcecada em depositar a sua esperma para em seguida voar para outras aventuras. Missão cumprida, o seu ego e orgulho machista saciado, os espermatozóides farão o resto e portanto nada o impede no seu caminho doutras tarefas fecundarias. “PMI” o que é isto? Uma palavra obscena? Eu nunca ouvi falar nisto!
    Eles, esses pseudo-pais, estão confiantes que as mães como sempre desenrascar-se-ao e que a sociedade e as instituições cumprirão aquilo que o seu espírito de irresponsabilidade e comportamento parasita o impediram de fazer. Infelizmente esses mesmos pais são e serão na maior parte das vezes os exemplos e as referências para os filhos que, como é lógico, poderão ter e copiar o mesmo comportamento e mentalidade nefasta desses pseudo-pais.
    Por isto e por tantos outros é que este País não vai adiantar e que a pobreza continua e continuará a alastrar apesar de todos os programas, boas intenções e esforços para o combate à pobreza.

  2. Francisco andrade

    A Camara Municipal de SV tem atribuído muitas bolsas para alunos do Ensino Secundário. Sou da opinião que o encarregado de educação devia prestar 1 ou 2 dias de trabalho voluntário para que o seu educando fosse beneficiado com o pagamento de uma propina anual, ou de materiais escolares..e os respectivos educandos perdiam a bolsa por mau comportamento ou desleixo nos estudos.

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