Adesão da greve dos funcionários das alfândegas e impostos em São Vicente com 90% de adesão

20/08/2015 08:36 - Modificado em 20/08/2015 08:36
| Comentários fechados em Adesão da greve dos funcionários das alfândegas e impostos em São Vicente com 90% de adesão

greveFuncionários das alfândegas e impostos de Cabo Verde iniciaram esta quarta-feira, 19 de agosto, uma greve com duração de três dias. Greve que teve início na sede das Alfândegas na rua Marginal.

Estão em causa as reivindicações dos funcionários das Alfândegas e da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) a aprovação da lista de transição do pessoal técnico e a suspensão do concurso para recrutamento de técnicos para a Direcção Nacional de Receitas do Estado, tutela dessas classes profissionais.

Humberto Mota, delegado sindical dos trabalhadores das alfândegas do Mindelo considera que a adesão a greve em São Vicente é significativa, estando acima dos noventa por cento e esclarece que o serviço está praticamente parado e acredita que o impacto da greve seja o esperado.

Em São Vicente os grevistas mostram-se satisfeitos pela adesão dos trabalhadores a greve que começou esta quarta-feira e termina esta sexta-feira.

“A nível nacional, nas três ilhas principais Santiago, São Vicente e Sal, é que a adesão está acima dos noventa por cento”, o que é muito bom, explica António Gomes. Para quem este número mostra a força, a unidade, a convicção e “justeza” desta luta.

Para Eduardo Fortes, o projecto de estatuto de pessoal que o ministério apresentou tinha merecido o consenso dos trabalhadores, e garante que para o espanto de todos, o ministério recuou em relação ao documento. “E esse recuo é o motivo principal desta greve”, esclarece Eduardo Fortes que afirma que perante isso não poderiam ficar de braços cruzados, uma vez que este estatuto pode prejudicar muitos funcionários, principalmente os com muitos anos de trabalho neste ministério.

E desafia o ministério a reflectir sobre a questão e encontrar uma alternativa para o problema a bem dos trabalhadores do ministério da finanças e do país e informa que caso não haja um consenso, “nós iremos continuar a fazer greves”, já que segundo o sindicalista a determinação das pessoas é importante e estes estão bastantes determinados.

O sindicalista diz que a satisfação do ponto de vista da transição do pessoal, da grelha salarial e de situações pendentes que precisam ser resolvida, uma vez que o documento apresentado pelo Ministério das Finanças não merece a aprovação dos trabalhadores, que hoje estão em frente da sede das finanças, no centro do Mindelo.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.