Praia da Laginha conta com dez nadadores-salvadores para centenas de pessoas

19/08/2015 09:20 - Modificado em 19/08/2015 09:20
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laginhaSendo os meses de Julho a Setembro, os meses com maior fluxo de banhistas nas praias de Cabo Verde e, neste caso particular, São Vicente, os nadadores-salvadores são os únicos amigos com quem podemos contar numa situação de emergência.

Depois do Festival da Baía das Gatas, onde durante três dias esteve concentrada a maior parte dos banhistas, o NN foi falar com os nadadores salva-vidas, que actuam na praia da Laginha que é o ponto mais procurado no Verão pelos banhistas.

Todos os anos, no Verão, os banhistas fazem uma formação/reciclagem das técnicas de natação com o intuito de terem uma maior capacitação dos profissionais, o que ajuda nas questões de emergência quando são solicitados.
De acordo com António Gomes, nadador-salvador em serviço na praia da Laginha, desde Outubro do ano passado, 2014, que foram informados que a reciclagem agora ocorrerá de três em três anos, o que quer dizer que este ano os nadadores não tiveram nenhuma reciclagem.

Esta é uma nova regra na formação de nadadores-salvadores que, em relação a São Vicente, conta apenas com dez nadadores. Como se sabe, a Laginha é uma das únicas praias que desde 1992 trabalha durante todo o ano. São dez nadadores distribuídos desde as seis da manhã até às seis da tarde, sendo que nesta altura, devido ao grande movimento de pessoas, trabalham até às sete da noite.

Os dez efectivos trabalham em 4 grupos de dois elementos para darem cobertura à praia da Laginha em quatro áreas. Nesta época costumam fazer grupos de três elementos. Para António Gomes, o número de nadadores deveria ser duplicado para vinte, uma vez que a praia recebe um maior número de pessoas e, às vezes, fica complicado e explica que para resolver a situação um fica na “torre” e outro no chão e considera que pelo menos três é mais benéfico porque enquanto um fica na dita “torre”, cada um fica numa ponta da praia, dando assim mais cobertura.

Diz ainda que se o número de efectivos fosse maior, os nadadores poderiam também ter férias no Verão, algo que não acontece porque são bastante reduzidos e, sendo assim, as férias ficam para os meses de Janeiro e Fevereiro que é a época balnear baixa.

Outro ponto em que os nadadores são categóricos é o facto de que esta é uma profissão onde devem estar em constante formação.

Além da praia da Laginha, também fazem patrulha na Praia Grande, Praia Preta e São Pedro, mas nestas, só no fim-de-semana e feriados e quando pedem a disponibilidade do pessoal para prestar serviços.

Todos os nadadores-salvadores estão munidos de equipamentos mínimos, como bóia torpedo, circular, prancha de salvamento e outros equipamentos que os nadadores devem ter.

Gomes garante que este ano o trabalho tem sido “relaxado”, não tendo acontecido nenhum incidente na praia da Laginha que, nesta altura do ano, tem tido uma enchente de pessoas que vão aproveitar a praia com amigos e “apanhar” o sol da Laginha.

A profissão de nadador nem sempre é fácil, porque arriscam a própria vida e, para isso, devem ser exímios nadadores, terem muita coragem e espírito de sacrifício, já que arriscam a própria vida para salvarem outras pessoas.

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