Balanço: Morgan Heritage o melhor do Baía 2015 e Jorge Aragão a decepção

19/08/2015 09:14 - Modificado em 19/08/2015 09:14

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O Festival Baía das Gatas 2015 fica marcado pelos atrasos  numa apreciação  onde a maioria diz gostou dos artistas  que passaram pelo palco.  E grupo com maior número de gostos é sem dúvida o Morgan Heritage  que foi considerado o melhor do festival. E como não há  bela sem senão existem  críticas em relação as várias horas da actuação da Lisbon Street Band assim como festivaleiros  que até ainda estão  a recuperar da decepção com a actuação do cantor Jorge Aragão , considerado o pior.

No pós festival o público avalia a prestação dos artistas e da organização. Esta é criticada pelo tempo de espera para cada actuação, assim existe unanimidade nos entrevistados que consideram que a Câmara Municipal de São Vicente deve melhorar neste aspecto. Aqueles justificam que devido aos atrasos as pessoas ficam cansadas, o que faz com que o areal tenha menos público e isso retira o brilho ao festival da Baía .Para além dos atrasos também a Lisbon Street Band foi penalizada pelas longas horas em palco cerca de 5 horas, “o que levou ao desânimo, porque eram muitos e também o estilo de música não é adequado para um festival e ainda por cima tantas horas” diz Any.

No que toca a actuação dos artistas é atribuído nota negativa ao cantor Jorge Aragão. Este é criticado pela fraca prestação em palco e ainda pela desafinação da voz dizem alguns, entre os quais uma fã que revela “até hoje estou a tentar superar a decepção, não gostei e fico triste porque era e é um dos meus cantores favoritos.” Entre as decepções está também o cantor Nelson Freitas, “esperava mais do cantor em palco e não conseguiu vibrar o povo, estava a espera de um show grande” contam Andreia e Lisa.

Entre elogios está o cantor Puto Português que surpreendeu quem o assistiu perante a sua grande energia em palco e fez o público tirar o pé do chão com o tema de Mauro Pestana “ Me levaram pa má vida”. Também a Orquestra Nacional está entre os elogiados e para Carmen a surpresa foi boa porque “ estava à espera de algo sem vida, mas surpreenderam-me e que seja convidada para próximos festivais porque o público agradece.”

Apesar do amanhecer Gil Semedo é um artista que foi acarinhado pela plateia. Sara e Lino afirmam que “ é um orgulho ver este artista em palco, porque transmite muita energia para o público e também é um símbolo de coragem para os cabo-verdianos.” Mas o grupo Morgan Heritage conseguiu arrebatar o público com a sua actuação e dos entrevistados foi a chave de ouro do Festival da Baía. Ainda o grupo conseguiu reunir um grande número de pessoas após o show à frente porta de saída dos artistas, o que fez com o grupo fosse lá ter e abraçar algumas pessoas. “ Morgan Heritage foi o melhor desse festival, em tudo. Na actuação, voz e a grande humildade dos artistas” refere Helga.

  1. ACAMM

    Concordo plenamente com este resumo sobre o Festival. Para mim, Morgan Heritage (The best), Puto Português, Elida Almeida e Ceuzany, fizeram toda a diferença.

  2. CidadaoCV

    Pois é … Mão se pode dizer que Jorge Aragão tenha sido a decepção. É um artista como alguma idade e também “acima do peso”, que toca violino e passa a maior parte dos concertos sentado. Tocou a musica dele. Jorge Aragão nunca foi de dançar, gritar e correr no palco.

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