Assassinato de Raul Dias: suspeito fica em prisão preventiva

18/08/2015 09:30 - Modificado em 18/08/2015 09:30

prisaoO juiz de instrução criminal do Tribunal de São Vicente aplicou prisão preventiva ao indivíduo suspeito de ter assassinado  o empresário Raul Dias , no último sábado.

O juiz optou pela medida de coacção  mais gravosa  ao decidir pela prisão preventiva levando , assim o suspeito a aguardar o julgamento na prisão da Ribeirinha. Ajudou nesta decisão o facto do suspeito  ter confessado o crime alegando  ter agido em ilegítima defesa . Ainda não conseguimos apurar as circunstâncias  em que se deu o crime . O que se sabe é que o suspeito , que trabalhava para a vítima , teve uma discussão  com o patrão  e acabou por lhe atingir com uma facada . De acordo com relatos de testemunhas oculares “

A vítima terá acusado o autor de estar a roubar produtos na sua propriedade. A situação originou uma discussão acesa entre os dois que já vinha desde há muito. Consta que Raul Dias terá aplicado uma bofetada ao “Picareta”, que, por sua vez, atingiu o “patrão” com uma facada.

  1. Clara Brito

    “A vitima deu uma bofetada ao autor do crime.” Antes de lêr este artigo já ouvira dos vizinhos que a vítima costumava maltratar os seus empregados especialmente no aspecto verbal e na presença doutras pessoas.
    Longe de mim de defender tais práticas, atentados à integridade física ou psíquica, mas muitas pessoas em Cabo Verde logo assim que têm um carrão à frente da sua porta tornam-se demasiadamente soberbas, arrogantes e atrevidas. Haja um pouco mais de humildade.
    Numa padaria em Madeiralzinho que pertence a um português (longe de mim também quaisquer ideias xenófobas, eu que respeito todos independentemente da raça, nacionalidade, religião, etc,etc) vejo e não só eu, como ele, o proprietário, trata e ofende as suas empregadas à frente de toda a gente. Pode ser também que qualquer dia alguém perca o controlo e estaremos à frente de mais uma tragédia para ambos. Quem avisa amigo é.
    Não só os empregados mas também os patrões têm de ter um mínimo de ética profissional e educacional evitando assim um drama, como este, tanto para o patrão como para o trabalhador.
    Cabe ao Tribunal julgar as circunstancias em que tal crime teve lugar.
    Que a Alma da vítima repouse em paz e coragem para os seus familiares e amigos.

  2. AMIGO

    para Carla Brito. Carla, acredito que não tiveste o privilegio de conhecer e muito menos a honra de ser amigo do Cidadão do POVO, Raul Dias. É a única explicação que encontro para justificar as palavras que escreveste. Se eu te perguntar quem era Raul Dias, consegues responder ? É claro que não.

  3. Estudante

    Cara Carla, como disse e bem, é preciso que haja um pouco de humildade e sobretudo respeito pelas pessoas, relativamente a questão do relacionamento entre Patrão /Empregado, já que muitas vezes o empregador formula a ideia de que esta a fazer um favor ao empregado, o que é absurdo, trabalhamos, damos a nossa contribuição, e em troca recebemos o nosso salário “merecido”. Por outro lado penso que nada disso se equipara a perda de uma vida. Nada justifica um acto de tamanha crueldade. A meu ver, o assassino agiu sem pensar, penso que foi uma reacção sem intenção, processado pelo cérebro em resposta da bofetada. Nós somos seres racionais, mas por vezes esta racionalidade é vedada por um determinado comportamento ou situação em que o ser humano é capaz de cometer erros irreparáveis, tal como este, e que na verdade se tivesse na sua consciência, nunca teria feito ou teria pensado antes de agir. A mensagem que eu deixo é a de que o povo é falacioso, ” iszé dzé quê” pode não corresponder a verdade … e mais, quem conta um conto acrescenta um ponto. Nessa linha temos que ter muito cuidado antes de afirmar o que quer que seja, estamos nuns pais democrático, mas também estamos num mundo de muita maldade, o que não falta é gente com vontade de prejudicar os outros. Vamos viver com moderação pessoal, o mundo só acaba para cada um de nós de forma individual.

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