Festival da Baía das Gatas: O Mindelense revela-se no seu melhor

13/08/2015 09:14 - Modificado em 13/08/2015 09:14
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Festival CMSV 15O Festival Internacional da Baía das Gatas, cuja primeira edição teve lugar em 1984, reúne todos os anos, no primeiro fim-de-semana de lua cheia do mês de Agosto, milhares de pessoas.

O Festival atingiu um nível elevado com a passagem pelo palco da Baía das Gatas de grandes nomes da música internacional, em particular dos Países lusófonos e, como não podia deixar de ser, dos melhores intérpretes da música cabo-verdiana, como por exemplo, Cesária Évora.

Uma outra componente do Festival é o convívio. Milhares de tendas estendem-se pela praia. Neste fim-de-semana da primeira lua cheia de Agosto, a cidade muda-se para a Baía. Há encontros, abraços, paz, tranquilidade. Nesse convívio, o mindelense revela-se no seu melhor.

Foi na primeira lua cheia do mês de Agosto de 1984 que a “malta” que impulsionava a “galeria Nho Djunga” inventou o Festival da Baía das Gatas. A sua motivação, os seus anseios, os seus objectivos já pertencem à história. Mas, uma coisa é certa, nunca pensaram que o Festival acabaria por ganhar a dimensão que alcançou, que acabaria por ser o maior evento cultural e de “sabura” que é realizado pela nação cabo-verdiana. Por isso, rapazes, obrigado pelas 31 luas cheias de Agosto, obrigado pelos 31 concertos. Música para todos os gostos, até música para não ouvir; obrigado pela paz de cervejinha gelada à beira-mar tomada depois de alguns Gin Tonic usados para apagar o fogo dos grogues e dos pontches da noite anterior; obrigado pela amizade, pelos milhares de amigos que encontrámos nestes 31 anos, pelos abraços apertados, pelos afagos para matar a saudade; obrigado pelo convívio, na paz, na morabeza; obrigado pela crioula nos nossos braços nessas noites cálidas de lua cheia, sabe, sabe moda intentason; obrigado pela lembrança que acaricia o passado de 31 noites de lua cheia, noites de muito trabalho, para todos os anos pôr em marcha o festival, muito empenho e, sobretudo, muito carinho e amor por “nôs Soncente”. Obrigado, por “Soncent”, obrigado pela sabura.

E na sexta-feira, a lua vai estar cheia depois de caminhar, pachorrenta, do quarto minguante ao quarto crescente. E vai começar mais um Festival.

Eduino Santos

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