Lei do grogue entra hoje em vigor: proteger a essência da aguardente

12/08/2015 08:50 - Modificado em 12/08/2015 08:50

grogueA nova lei que regula a produção e comercialização do grogue entra hoje em vigor. Espera-se, com a aplicação da lei, transformar o grogue numa referência no mercado internacional. No entanto, os produtores esperam que haja uma fiscalização efectiva sobre o controlo de qualidade na produção do grogue.

A partir de hoje, todos os alambiques no país serão selados, respeitando o intervalo de produção de seis meses. Findo este período, a aguardente só será produzida com cana sacarina. Agora, ao contrário daquilo que acontecia dantes, o regime jurídico que entra em vigor após 180 dias da sua publicação, estabelece que o período de industrialização do grogue decorrerá entre 01 de Janeiro e 31 de Maio.

A Ministra do Turismo, Investimento e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, explicou que a nova lei pretende proteger a essência da aguardente, considerando que a bebida tem todas as condições para se impor como marca de referência no mercado internacional.

Os produtores das ilhas de Santiago Norte e de Santo Antão congratularam-se com a lei que regula a produção do grogue em Cabo Verde, mas pediram que sejam regulamentados os outros produtos que não levam somente cana sacarina.

Em declarações à imprensa, a Ministra Leonesa Fortes esclareceu que o diploma não proíbe a produção de outras bebidas espirituosas, mas garantiu que estas terão o seu enquadramento legal próprio.

Aos produtores que foram formados para aplicar a lei, é exigido o respeito pelas normas de segurança na produção do grogue, como também devem expurgar do processo todas as substâncias nocivas à saúde.

Sem prejuízo de outras sanções que podem ser do âmbito civil, criminal ou disciplinar, os infractores podem ser punidos com coimas entre 80 mil escudos (725 euros) e 300 mil escudos (2.720 euros) no caso de pessoa singular e de 500 mil escudos (4.534 euros) a um milhão de escudos (9.069 euros), se for pessoa colectiva.

  1. CidadaoCV

    Pois é … Eu sugeria que a valorização passasse por não usar a palavra Grogue. Grogue significa desperdício, imundice, sujeira, qualquer coisa desvalorizada. As garrafas com o produto devidamente inspeccionado e certificado devia ter a indicação “Aguardente”, “Rum” … Não conheço a lei, mas penso a primeira certificação devia ser o local de produção e os meios produção, e principalmente o produtor. Quem produz deve ter os conhecimento técnicos adequados. Já vi locais de produção de grogue e fiquei arrepiado … quanta porcaria!

  2. Antonio ferreira

    Como cidadão, congratulo-me com a imposição desta lei. Todavia no artigo não nos é permitido saber até que ponto é garantida a qualidade do produto acabado, assim como donde se realiza o controlo de qualidade do mesmo. Creio que é de todo interesse para as pessoas dum modo geral e em particular os consumidores saberem que com a lei ora imposta, puderemos ter um produto de qualidade no mercado.

  3. Miliciano

    Valorizando o que de bom temos, o nosso aguardente sem dúvida está aí nesse pequeno grupo. Servirá também para minimizar a dependência ao alcoolismo, acabando com o produto, cheap, barato. Bem haja essa lei!

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.