Korrenti di Ativista não desiste do Djeu e admite uma fase de confrontação

11/08/2015 08:37 - Modificado em 11/08/2015 08:37

ManifestacaoO Movimento “Korrenti di Ativista” que tinha ocupado na semana passada o Ilhéu de Santa Maria na cidade da Praia, disse à agência Inforpres que a luta não terminou e admite a confrontação. “Estávamos na fase de ocupação, agora passamos para a fase de mobilização, para depois passarmos para a manifestação e por fim, para a fase de confrontação, mas não saímos por causa da polícia, mas sim porque respeitamos o condicionalismo natural que estava à volta do nosso projecto de ocupação do ilhéu.

Segundo João Monteiro, o grupo evitou a confrontação com a Polícia Marítima “pelo respeito às leis marítimas e pelo facto da população ainda não ter acordado”. Assegura que a luta está apenas no começo, sendo que o movimento espera dialogar com as autoridades sobre o assunto e que o Ilhéu de Santa Maria tenha um outro uso.

O “Korrenti di Ativista” esclareceu que é contra a construção do casino porque o mesmo vai ser um espaço de jogos/batota, dos vícios dos milionários e pequenos ricos, de prostituição, lavagem de capital, tráfico de droga, turismo sexual, sustentando que Cabo Verde precisa sim, de “grandes investimentos” na área de mobilização de mais água para a agricultura e a pesca e na promoção do desenvolvimento local e comunitário, em vez do casino a ser construído num “património público”.
Considerado o maior empreendimento turístico no país, o investimento directo estrangeiro orçado em 250 milhões de euros (27,5 milhões de contos), inclui um hotel casino, uma marina turística, um centro de congressos, infra-estruturas hoteleiras e residenciais na zona da praia da Gamboa e de Chã de Areia e ainda um parque de estacionamento de automóveis.
O empreendimento que cobrirá uma área de 152.700 metros quadrados e que vai inaugurar a indústria de jogo no arquipélago, deve criar mais de 1000 postos de trabalho, segundo as autoridades, permitindo ao país debelar a situação do desemprego e, ao mesmo tempo, trará outras vantagens para o mercado turístico cabo-verdiano.

  1. Firmino Lima

    Não vejo a razão de manifestação do grupo Activista. Em todos os países da Europa existem casinos, leis para a exploração de jogos, entre outras coisas. Eu acho que o pessoal devia revindicar: mais emprego, igualdade social, a devolução do IUR, menos corrupção,etc.

  2. Jose

    na sua óptica devemos seguir o exemplo dos europeus?

  3. Toy

    Não há duvidas que estamos perante um grande projeto e que irá com ter efeitos positivos no crescimento económico e na redução do desemprego. Vamos ignorar esses palhaços que querem continuar com o ilhéu como local ideal para fumar padjinha . Necessitam de levar umas pauladas para que possam tomar juízo.

  4. Boise Soncente

    Falou e disse Firmino Lima… apoiado

  5. Jorge

    Eu acho que essa manifestação não têm razão de ser, uma vez que esse investimento vai trazer no pais, mais concretamente na capital de cv, um impacto mais para coisa positivo de que negativo, tais como, mais emprego, mais turistas, mais divisas, uma outra imagem no nosso ilhéu e valorizar nosso orla marítima.

  6. Augusto Cabral

    Acho que este grupo, deve ser seguido de muito perto.Vejam que estão assessorados por estrangeiros, que não têm ocupação, que pode ser um indicio de algo muito preocupante. As frases usadas por este grupo, como “admite a confrontação”, “não saímos por causa da polícia”, são muito graves.

  7. djon

    Este grupo só podem estar a brincar com as autoridades ainda sobretudo confrontação…é muito pertinente dialogo entre as partes, porque qualquer investimento de grande porte em Cabo Verde é bem vindo, porque de facto gera riquezas, aumenta postos de trabalho e mais…

  8. Maria José

    Eu também nao vejo razoes para manifestacao. Até estaria com eles se manifestassem para que um projecto de tal envergadura reservasse uma certa quota de accoes ou coisa parecida (…???…) para os empresários caboverdianos. Isso é outra história e teriam todo meu apoio. Nao podemos vender o país desta forma sem ter em conta o empresariado caboverdiano. A propósito, lembro-me da ideia de vender o quartel Jaime Mota a italianos para fazerem hotel. Porque nao vende esse património entao a empresários caboverdianos? Esse património é muito simbólico e nao pode sair das nossas maos. Embora entendo que se for vendido a caboverdianos, haverá muitas imposicoes na sua remodelacao e recuperacao, enquanto se for vendido a estrangeiro nao haverá imposicoes nenhuma. Para mim, em primeiro lugar os caboverdianos, os empresários caboverdianos, o povo caboverdiano, nao interessa cor, religiao ou partido politico.

  9. djon

    Mas estes grupos de rastas ou sociólogos são somente drogados…Ele líder como um ativista e sociólogo, não deveria estar a pronunciar coisas que não tem cabimento…Temos muitas questões sociais que eles deveriam revindicar…

  10. Maria José

    Para Firmino Lima
    Sim Firmino Lima. Reivindicar IUR, Igualdade Social e tudo mais que dizes e eu acrescentaria “envolvolvimento imperativo do empresariado caboverdiano”.

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