Cais de Roma: Utentes alegam falta de espaço para tratamento do peixe

6/08/2015 09:53 - Modificado em 6/08/2015 09:53

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A lavagem e o tratamento do peixe são feitos ao lado do Complexo de pesca conhecido por “Cais de Roma”. As pessoas instalam-se nas pedras para fazerem o tratamento do peixe. A água utilizada para a lavagem do peixe, as “tripas e guelras” são lançadas ao mar. As pessoas que fazem este trabalho alegam falta de espaço para a realização da actividade.

Restos de peixe, “tripas e guelras” são abandonados no areal e no mar da praia de Cova de Inglesa gerando descontentamento no seio dos banhistas que dizem terem de tomar banho juntamente com sangue e restos de peixe.
O tratamento do peixe é feito nas pedras e os restos são atirados para o mar e abandonados no areal.

Um dos jovens que faz o tratamento do peixe neste sítio diz que os clientes preferem adquirir o produto no Cais de Roma porque é “mais barato e fresco” e aproveitam para levar para casa o peixe já pronto.
Questionado sobre a poluição da água, o entrevistado considera a situação “constrangedora”, pois não existe um espaço adequado para a realização do serviço.

Um outro entrevistado falou ao NN que a questão foi colocada várias vezes mas nunca responderam ao apelo. “Na falta de espaço, são obrigados a lançarem os desperdícios para a água ou a abandoná-los no areal”.

O jovem diz estar desempregado e viu no tratamento do peixe uma forma de contornar o desemprego. O mesmo defende ainda que os banhistas não têm contribuído para a manutenção da praia, pois algumas pessoas fritam e tratam o peixe na praia, deixando o areal sujo.

  1. Carlos Fortes

    E não é só no Lazareto, Cova de Inglesa e tantas outras praias. Também na Praia de Doca, perto da Cabonave ou seja antiga Matiota, frequentemente para além de tratamento de peixe e consequentes resíduos também são lavadas aí tripas de porcos que fazem linguiças. Além disso o mesmo lugar tornou-se uma verdadeira latrina ao ar livre bem assim como uma cozinha onde deixam os seus lixos e porcarias espalhadas por toda a parte.
    Além disso um verdadeiro paraíso para cães cheios de coceiras e parasitas que são lavados e tratados aí sem nenhum respeito para com os banhistas.
    Um grande número de habitantes desta Ilha, aqueles que são, perdeu nos últimos anos toda a noção de higiene e limpeza. Lixo, excremento e toda a espécie de porcaria espalhada por todos os lados. S.Vicente vai tornando-se e a passos acelerado uma verdadeira lixeira, uma verdadeira pocilga ao ar livre.
    E não creio que vai haver tão depressa uma mudança de mentalidade se as autoridades responsáveis não agirem com mão dura contra esses infractores. Mas para isso os policias teriam de deixar as esquadras e fiscalizar a pé o que seria também uma mudança de cultura profissional que não vejo acontecer tão depressa.

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