Está em curso uma longa “maratona” para capturar El Chapo Guzmán

4/08/2015 14:42 - Modificado em 4/08/2015 14:42
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traficanteAs polícias do mundo inteiro estão a trabalhar em conjunto para encontrar o barão mexicano da droga Joaquín El Chapo Guzmán, numa corrida qualificada de “maratona” por um alto responsável da DEA, a agência norte-americana anti-droga.

Três semanas depois da fuga de El Chapo, o número dois da DEA, Jack Riley, diz-se “optimista”, em declarações à agência AFP, em relação à captura do narcotraficante, sem no entanto deixar de admitir que se trata de uma tarefa muito difícil. “Trata-se de uma maratona, não de um sprint”, diz.

“Quando o prendemos pela primeira vez, percebemos que não é fácil capturar este homem, trata-se de uma espécie de jogo do gato e do rato”, explicou o responsável da DEA. Foi esta agência que forneceu informações cruciais que permitiram a prisão de Guzmán em Fevereiro de 2014, mais de 13 anos depois da primeira evasão do poderoso narcotraficante.

Mas El Chapo conseguiu evadir-se de novo de uma prisão de alta segurança no dia 11 de Julho passado, perto da Cidade do México, através de um túnel de 1,5 quilómetros de comprimento que partia do duche da sua célula e terminava numa casa em obras nos arredores da prisão.

As autoridades americanas e mexicanas estão a trabalhar “de mãos dadas” para encontrar aquele que é o homem mais procurado do México, garante Riley, rejeitando as informações segundo as quais o governo de Enrique Peña Nieto estaria pouco inclinado em receber a ajuda dos Estados Unidos.

Caça ao homem
Mesmo que muitos indícios apontem para que Guzmán possa estar escondido no seu bastião, no Estado de Sinaloa (Nordeste do México), as polícias do mundo inteiro estão a trabalhar neste dossier, trocando infomações e dados de vigilância electrónica.

“Estamos a trabalhar com os nossos colegas mexicanos e partilhamos com eles informações vindas da América Central, América do Sul, mas também da Europa e Austrália, para termos uma visão de conjunto”, explica Jack Riley.

Durante anos, “Guzmán aproveitou-se da falta de comunicação entre as polícias. Mas posso garantir que nunca colaborámos tão bem como agora e que, se eu fosse El Chapo, estaria bem atento às minhas costas”.

A investigação ganhou uma dimensão mundial por causa do poder e das ramificações internacionais do cartel de Sinaloa, dirigido por Guzmán. Qualquer informação obtida em qualquer parte do mundo “pode ajudar-nos a seguir uma pista, que nos leve a ele ou a pessoas do seu círculo mais fechado”, diz Riley.

A segunda evasão do barão da droga mexicano relançou o debate sobre a sua extradição para os Estados Unidos, na eventualidade de voltar a ser detido. Um juiz americano já tinha feito um pedido nesse sentido no passado dia 25 de Junho, quando El Chapo ainda estava atrás das grades.

Com a personagem principal desta história já em fuga, na semana passada um juiz federal mexicano respondeu favoravelmente ao pedido norte-americano, emitindo uma ordem de prisão com o objectivo de extradição. Mas na passada sexta-feira, os advogados de Guzmán conseguiram suspender temporariamente esta decisão que levaria o maior narcotraficante do mundo a uma prisão norte-americana.

A agência anti-droga norte-americana vai “certamente” pedir a extradição de Guzmán se ele for preso outra vez, garante Riley, acrescentando que compreende que as autoridades mexicanas queiram julgá-lo e mantê-lo no seu país onde cometeu inúmeros crimes.

“Não importa aonde é que ele fique preso, mas para mim uma coisa é certa: o lugar para este tipo é atrás das grades.”

 

publico.pt

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