Cova de inglesa: Banhistas tomam banho juntamente com tripas e sangue de peixe

3/08/2015 08:55 - Modificado em 3/08/2015 08:55

cova de inglesaBanhistas protestam contra o mau estado da praia de Cova de Inglesa, uma das mais frequentadas da ilha. A praia tem sido um depósito de restos de peixe e de lixo lançado por pessoas que ali perto fazem o tratamento de peixe. Os banhistas estão descontentes com a situação que consideram de inaceitável e um perigo para a saúde pública e pedem a intervenção das autoridades sanitárias.

Com o calor que se faz sentir nestes dias, muitas pessoas deslocam-se à praia para fugirem ao calor. Mas o estado da praia deixa os banhistas descontentes, pois dizem terem de tomar banho juntamente com sangue e restos de peixe. Mesmo ao lado do Complexo de pesca, as pessoas instalam-se nas pedras para fazerem o tratamento do peixe. Os restos do peixe são deixados no areal e dentro da água. Tudo isto se passa no chamado Cais de Roma que recebe botes que fazem o desembarque de peixe para venda. Os utentes aproveitam para revenderem e tratarem o peixe nas pedras existentes no local. A água utilizada para a lavagem do peixe, as “tripas e guelras” são lançadas ao mar.

A situação tornou-se preocupante, pois os banhistas estão sujeitos a banharem-se juntamente com os restos de peixes atirados ao mar.

A situação torna-se “num perigo para a saúde pública”, considera Benvindo um frequentador da praia. Todos os fins-de-semana e à semelhança de muitas outras famílias, Benvindo desloca-se à praia de Cova de Inglesa juntamente com os filhos para fugirem ao intenso calor. O entrevistado diz não encontrar condições por falta de higiene da praia e mesmo dentro da água foram encontrados sangue e restos de peixe.

Neusa Lopes reside na zona de Dji d´Sal e encontrou na praia um modo de conseguir o seu ganha-pão. A entrevistada é vendedeira na praia e diz que o local é bastante frequentado, mas tem notado um certo receio por parte dos banhistas devido às más condições da praia e ao mau cheiro que se faz sentir devido aos restos de peixes abandonados na praia.

Questionada se a situação não trouxe consequências para a venda, Neusa diz que com o mau cheiro as pessoas deixaram de frequentar a praia, consequentemente, a venda diminuiu. Para a mesma, é urgente a intervenção das autoridades sanitárias, pois “é inaceitável o estado da praia”.

Amândio Fortes desconfia que o filho de 10 anos tenha contraído uma alergia na pele durante a sua permanência frequente na praia. O mesmo adianta que não existe qualquer fiscalização da actividade no complexo de pesca “Cais de Roma”.

  1. Carlos Fortes

    E não é só no Lazareto, Cova de Inglesa e tantas outras praias. Também na Praia de Doca, perto da Cabonave ou seja antiga Matiota, frequentemente para além de tratamento de peixe e consequentes resíduos também são lavadas aí tripas de porcos que fazem linguiças. Além disso o mesmo lugar tornou-se uma verdadeira latrina ao ar livre bem assim como uma cozinha onde deixam os seus lixos e porcarias espalhadas por toda a parte.
    Além disso um verdadeiro paraíso para cães cheios de coceiras e parasitas que são lavados e tratados aí sem nenhum respeito para com os banhistas.
    Um grande número de habitantes desta Ilha, aqueles que são, perdeu nos últimos anos toda a noção de higiene e limpeza. Lixo, excremento e toda a espécie de porcaria espalhada por todos os lados. S.Vicente vai tornando-se e a passos acelerado uma verdadeira lixeira, uma verdadeira pocilga ao ar livre.
    E não creio que vai haver tão depressa uma mudança de mentalidade se as autoridades responsáveis não agirem com mão dura contra esses infractores. Mas para isso os policias teriam de deixar as esquadras e fiscalizar a pé o que seria também uma mudança de cultura profissional que não vejo acontecer tão depressa.

  2. Teresa

    Tubaroes sao atraidos pelas comidas que esse gente deita ao mar . Peixe , com sangue imaginem . nem quero pensar no que pode acontecer um dia destes . Coitado de voces em S.Vicente . mediocridade e que esta na moda . isso nao acontecia nos tempo colonial porque havia STANDARDS

  3. atenta

    quem frequenta essas praias que alias nem praia prais para banhistas saõ. saõ pessoas porcas e sem noçao d higiene.

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